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Stablecoins

BlindPay ganha a primeira licença nos EUA, já pediu 25 e vê transações no Brasil crescerem mais de 35% em três meses

Fintech brasileira de pagamentos internacionais com stablecoins, comandada pelo cofundador e CEO Bernardo Simonassi, obteve autorização para transmitir dinheiro em Nova Jersey e se adequa às regras do Banco Central para prestadoras de ativos virtuais

Por Redação Mundo das Fintechs · 08/11/2026 · 3 min de leitura
BlindPay ganha a primeira licença nos EUA, já pediu 25 e vê transações no Brasil crescerem mais…

Bernardo Simonassi, fundador e CEO da BlindPay. Foto: Divulgação/BlindPay

A BlindPay, fintech de infraestrutura de pagamentos internacionais com stablecoins, obteve a primeira licença estadual de transmissão de dinheiro nos Estados Unidos, no estado de Nova Jersey, segundo o BitNotícias, que publicou a notícia neste sábado (7). A empresa diz ter apresentado 25 pedidos dessas licenças, conhecidas como Money Transmitter Licenses (MTLs), em estados americanos.

No Brasil, onde também opera, a BlindPay afirma que a quantidade de transações que passaram pela plataforma cresceu mais de 35% entre julho e setembro. A empresa diz estar em processo de adequação às regras do Banco Central para prestadoras de serviços de ativos virtuais e ter enviado sua primeira declaração no modelo DeCripto à Receita Federal mais de dez dias antes do primeiro prazo.

Fundada em 2024 e apoiada pela Y Combinator, a BlindPay conecta stablecoins aos sistemas de pagamento locais por meio de uma única API, para que empresas, fintechs e desenvolvedores façam pagamentos e recebimentos internacionais sem montar a estrutura de cada país.

“Todos os países resolveram seus problemas de pagamentos domésticos, mas ninguém resolveu a conexão entre eles. Criamos a BlindPay porque acreditamos que as stablecoins podem cumprir esse papel”, afirmou Bernardo Simonassi, fundador e CEO da BlindPay, ao BitNotícias.

“Todos os países resolveram seus problemas de pagamentos domésticos, mas ninguém resolveu a conexão entre eles”

Bernardo Simonassi, fundador e CEO da BlindPay, ao BitNotícias

Em outubro, o Mundo das Fintechs mostrou que a empresa somava mais de US$ 2,5 bilhões em volume transacionado em 2026 e se preparava para pedir ao Banco Central a licença de prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV). Segundo o BitNotícias, a BlindPay vai continuar trabalhando nos demais pedidos de licença nos Estados Unidos.

Por que importa. A BlindPay vende para outras empresas a ligação entre o Pix, as stablecoins e os sistemas de pagamento de fora, e ganha em cada pagamento que passa pela API. Licença virou parte do produto: quem consegue autorização nos dois países vira o fornecedor de que fintechs menores precisam para mandar e receber dinheiro do exterior sem pedir licença em cada país.

Fonte: BitNotícias. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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