Bloquo, de infraestrutura de stablecoins, capta mais de R$ 20 milhões em rodada liderada por Crescera e Triaxis
Fintech fundada em 2024 por ex-cofundadores da Transfero tem 125 clientes institucionais, volume anualizado de US$ 2 bilhões e pediu cadastro no Banco Central como corretora de ativos virtuais

Executivos da Bloquo. Foto: Divulgação
A Bloquo, fintech de infraestrutura financeira baseada em stablecoins, recebeu uma rodada de investimento semente (seed) de mais de R$ 20 milhões, segundo o Valor Econômico nesta sexta-feira (30). A operação foi coliderada pela Crescera Capital e pela Triaxis Capital e teve também a participação da Lattice Capital e de outros investidores.
Fundada em 2024, a Bloquo oferece a instituições financeiras uma arquitetura modular de liquidação de transações com stablecoins. A empresa tem 125 clientes institucionais ativos, com volume anualizado de US$ 2 bilhões em negócios, e fez pedido de cadastro no Banco Central como corretora de ativos virtuais. Nos Estados Unidos, é registrada como Money Services Business no FinCEN.
Com os recursos, a companhia quer acelerar três linhas de negócio: a oferta de liquidez em stablecoins (liquidity provisioning), a orquestração de pagamentos internacionais (payments orchestration) e o VASP-as-a-Service, modelo em que instituições financeiras, corretoras, provedores de serviços de pagamento, exchanges e carteiras digitais oferecem serviços de stablecoins aos próprios clientes usando a infraestrutura da Bloquo.
“Essa rodada não muda a tese da Bloquo, mas nos dá os recursos para executá-la em outra escala. Em pouco mais de um ano, comprovamos que existe uma demanda institucional relevante por infraestrutura de stablecoins”, disse o CEO, Carlos Russo, ao Valor. Segundo ele, o diferencial é juntar numa só plataforma liquidez, câmbio, pagamentos, compliance e tecnologia, que o cliente teria de montar separadamente.
“Nosso diferencial é conectar o mundo bancário e o mundo das stablecoins em uma única infraestrutura.”
Carlos Russo, CEO da Bloquo
A empresa já opera estruturas no Brasil e nos Estados Unidos e planeja novas rotas de pagamentos internacionais, contas em dólar e a expansão das soluções white-label e das APIs. Os sócios da Bloquo foram cofundadores e executivos da Transfero até 2023 e participaram da criação do BRZ, a primeira stablecoin brasileira.
Por que importa. Pagamento internacional com stablecoin virou negócio de atacado: a Bloquo já movimenta volume anualizado de US$ 2 bilhões atendendo 125 instituições, e não o consumidor. Com as resoluções do Banco Central sobre ativos virtuais, a fintech que quiser oferecer câmbio ou remessa em stablecoin pode usar uma infraestrutura pronta no modelo VASP-as-a-Service, em vez de montar liquidez, câmbio e compliance sozinha, e ganhar com a margem desses serviços para os próprios clientes.
Fonte: Valor Econômico. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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