Consignado privado: juros vão de 1,63% a 5,61% ao mês entre 54 instituições no ranking semanal do BC
Levantamento do Mundo das Fintechs com a tabela semanal de taxas do Banco Central mostra que a taxa mediana do crédito do trabalhador é de 3,34% ao mês, quase o dobro do consignado do INSS

Fundadores da meutudo, entre eles o CEO Márcio Feitoza. Foto: Divulgação/meutudo
Os juros do consignado privado, a linha de crédito com desconto no salário de quem tem carteira assinada, variam de 1,63% a 5,61% ao mês entre as 54 instituições que aparecem no ranking semanal de taxas do Banco Central. Os dados são da semana de 16 a 22 de outubro de 2026, a mais recente publicada pelo BC na base de taxas de juros por instituição, e foram organizados pelo Mundo das Fintechs.
A taxa mediana do consignado privado ficou em 3,34% ao mês, e a média simples das 54 instituições, em 3,39%. É quase o dobro do que se cobra no consignado do INSS, cuja mediana foi de 1,80% ao mês entre 39 instituições, e no consignado de servidores públicos, de 1,79% entre 45 instituições. No crédito pessoal sem consignação, a mediana sobe para 5,10% ao mês, entre 81 instituições.
A menor taxa da semana foi a da Cobuccio SCFI (1,63% ao mês, ou 21,36% ao ano), seguida pelo Banese (1,77%) e pelo Banco XP (1,93%). Na outra ponta, as mais caras foram a Negresco CFI (5,61% ao mês, ou 92,48% ao ano), o Paraná Banco (5,06%) e a RPW SCFI (5,00%). Entre os grandes bancos, o Santander cobrou 2,61%, o Banco do Brasil 2,98%, a Caixa 3,09%, o Bradesco 3,40% e o Itaú 3,42% ao mês.
Entre bancos digitais e fintechs, a ordem foi: Banco Digio (2,63% ao mês), Mercado Crédito, do Mercado Pago (3,01%), meutudo (3,12%), Banco Inter (3,48%), Nu Financeira, do Nubank (3,71%), PicPay (4,23%), Neon Financeira (4,28%) e C6 Consig (4,46%).
“3,4 vezes: é a diferença entre a taxa mais cara (5,61% ao mês) e a mais barata (1,63%) do consignado privado”
Cálculo do Mundo das Fintechs com dados do Banco Central (semana de 16 a 22 de outubro)
O ranking do Banco Central mostra a taxa média de cada instituição nas operações contratadas na semana, por modalidade, e é atualizado toda semana na página de taxas de juros do BC e na base de dados abertos. A taxa é a média do que cada instituição cobrou no período: um cliente específico pode pagar mais ou menos, conforme o prazo e o risco de crédito.
Por que importa. Com desconto em folha, o risco de calote cai, mas as taxas do consignado privado ainda variam 3,4 vezes de uma instituição para outra e ficam perto do dobro do consignado do INSS. Essa distância é a oportunidade: a fintech que fecha convênio com empregadores, puxa os dados de salário e cobra perto do piso consegue ganhar mercado dos bancos que ainda cobram mais de 3% ao mês.
Fonte: Banco Central do Brasil (taxas de juros por instituição financeira). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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