Maquininhas de cartão: Brasil chega a 55,6 milhões de terminais, alta de 31% em um ano, e Norte lidera o crescimento (BC)
Dados abertos do Banco Central organizados pelo Mundo das Fintechs mostram que a base quase dobrou em dois anos; Abecs aponta alta de 79% no Tap on Phone, que usa o celular como maquininha

Giancarlo Greco, presidente da Abecs. Foto: Divulgação/Abecs
O Brasil chegou a 55,6 milhões de maquininhas de cartão (terminais POS) no segundo trimestre de 2026, segundo as estatísticas de meios de pagamento do Banco Central, na base de dados abertos, organizadas pelo Mundo das Fintechs. São 13,2 milhões a mais que um ano antes (42,4 milhões), uma alta de 31,1%. Em dois anos, a base quase dobrou: no segundo trimestre de 2024 eram 28,6 milhões de maquininhas.
O crescimento foi maior fora do Sudeste. O Norte teve alta de 37,6% em um ano, para 4,2 milhões de terminais, e o Nordeste, de 35,4%, para 13,3 milhões. Amazonas (43,9%), Pará (43,6%) e Pernambuco (38,1%) lideraram entre os estados. No Sudeste, a alta foi de 28,9%, e no Sul, de 27,9%. O Centro-Oeste cresceu 31,5%.
São Paulo segue com a maior base, 13,5 milhões de maquininhas, ou 24% do total do país, seguido por Minas Gerais (5,4 milhões), Rio de Janeiro (5,2 milhões) e Bahia (3,6 milhões). O Sudeste concentra 45,4% dos terminais, e o Nordeste, 23,9%.
Enquanto o total cresce, alguns tipos de terminal encolhem. Os terminais compartilhados, que aceitam cartões de bandeiras de outras redes, caíram 5,9% em um ano, para 14,3 milhões. Os terminais PDV (TEF), ligados ao sistema do caixa das lojas, recuaram 7%, para 772 mil.
“55,6 milhões de maquininhas de cartão no 2º trimestre de 2026, 13,2 milhões a mais que um ano antes”
Estatísticas de meios de pagamento do Banco Central (2º trimestre de 2026), organizadas pelo Mundo das Fintechs
A maquininha também está saindo do aparelho físico. Segundo a Abecs, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, presidida por Giancarlo Greco, o Tap on Phone, que transforma celulares e tablets em terminais de pagamento por aproximação, movimentou R$ 53,6 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 79,1% sobre o mesmo período de 2025 e de 471,3% em dois anos. Quase tudo veio do crédito (R$ 50 bilhões).
“Ao transformar smartphones e tablets em dispositivos para aceitação de pagamentos por aproximação, a tecnologia amplia o acesso a soluções de pagamento e acompanha a digitalização dos pequenos negócios”, afirmou Ricardo de Barros Vieira, vice-presidente executivo da Abecs, na divulgação dos dados.
No total, os brasileiros fizeram 23,9 bilhões de pagamentos com cartão no primeiro semestre, média de 133 milhões por dia, que somaram R$ 2,3 trilhões, alta de 8% em um ano, também segundo a Abecs.
Como o levantamento foi feito: o Mundo das Fintechs somou, por estado e por região, a quantidade de terminais POS informada pelas instituições ao Banco Central na tabela de infraestrutura de terminais (INFRTERMDA) das estatísticas de meios de pagamento, comparando o segundo trimestre de 2026 com o de 2025 e o de 2024. O dado mostra terminais instalados, não estabelecimentos nem volume de vendas.
Por que importa. Com 13 milhões de maquininhas novas em um ano, e o crescimento mais forte no Norte e no Nordeste, a briga já não é só por taxa de cartão: é por quem vira a conta do lojista pequeno. A fintech que junta maquininha ou Tap on Phone com conta, antecipação de recebíveis e capital de giro ganha receita em cada venda e em cada empréstimo, e ainda tem espaço nas regiões onde a base cresce mais rápido.
Fonte: Banco Central (estatísticas de meios de pagamento, dados abertos) e Abecs. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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