Estatísticas do Pix: pagamentos de pessoas a empresas sobem 18,5% e já são 45% das 7,4 bilhões de transações de outubro
Dados abertos do Banco Central mostram que o Pix pago a lojas e prestadores cresce quase três vezes mais rápido que a transferência entre pessoas; Pix entre empresas movimenta R$ 1,7 trilhão

Gabriel Galípolo, presidente do BC. Foto: Agência Senado (CC BY 2.0)
As estatísticas do Pix de outubro de 2026, publicadas pelo Banco Central na base de dados abertos do sistema, mostram que o pagamento de pessoas a empresas (o chamado P2B) é o principal uso do Pix e abriu vantagem sobre a transferência entre pessoas. Foram 3,33 bilhões de transações desse tipo no mês, alta de 18,5% sobre outubro de 2025 (2,81 bilhões), o equivalente a 45,3% de todos os Pix do mês.
No total, o Pix teve 7,37 bilhões de transações em outubro, 14,2% a mais que um ano antes (6,45 bilhões), e movimentou R$ 3,28 trilhões, alta de 18,5% sobre os R$ 2,77 trilhões de outubro de 2025.
A transferência entre pessoas (P2P), que dominou o Pix nos primeiros anos, cresceu bem menos: 2,97 bilhões de transações, alta de 6,4% em 12 meses. Com isso, a fatia do P2P caiu de 43,2% para 40,3% do total, enquanto a do P2B subiu de 43,6% para 45,3%.
O tíquete médio do Pix pago a empresas ficou em R$ 111 em outubro, contra R$ 115 um ano antes: o número de compras cresce mais que o valor gasto em cada uma. No P2P, o valor médio foi de R$ 269.
“3,33 bilhões de Pix pagos a empresas em outubro, 45,3% de todas as transações do sistema”
Cálculo do Mundo das Fintechs com dados abertos do Banco Central
O que mais cresceu em número foi o Pix entre empresas (B2B): 324 milhões de transações, alta de 34,5%. Apesar de ser só 4,4% das operações, o B2B respondeu por R$ 1,70 trilhão, 51,8% de todo o dinheiro que passou pelo Pix no mês, com valor médio de R$ 5.239 por transação. Os pagamentos de empresas a pessoas (B2P), como salários e repasses, somaram 711 milhões de operações, alta de 21%.
Os números foram calculados pelo Mundo das Fintechs a partir da tabela de estatísticas de transações do Pix, que o Banco Central divulga por mês, separada pela natureza da operação (P2P, P2B, B2P, B2B e as que envolvem governo). Os pagamentos ao governo e do governo somaram menos de 0,5% das transações.
Por que importa. O Pix pago a lojas cresce quase três vezes mais rápido que o Pix entre pessoas, e o dinheiro grosso já está no Pix entre empresas. É aí que uma fintech ganha: conciliação automática de Pix para o lojista, Pix Automático para cobrança recorrente e crédito ao comerciante usando o fluxo de recebimentos como base de análise.
Fonte: Banco Central do Brasil (Pix, dados abertos). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
Compartilhar no WhatsAppAs notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- Pagamentos
Maquininhas de cartão: Brasil chega a 55,6 milhões de terminais, alta de 31% em um ano, e Norte lidera o crescimento (BC)
Dados abertos do Banco Central organizados pelo Mundo das Fintechs mostram que a base quase dobrou em dois anos; Abecs aponta alta de 79% no Tap on Phone, que usa o celular como maquininha

- Pagamentos
Pontos do cartão de crédito: 10,6 bilhões venceram sem uso no 2º trimestre, e emissores gastaram R$ 2,77 bilhões com recompensas (BC)
Dados abertos do Banco Central organizados pelo Mundo das Fintechs mostram que as trocas de pontos cresceram 46,6% em um ano, enquanto o BTG Pactual passou a aceitar pontos e cashback para pagar Pix e boletos

- Crédito
Agibank cobra 2,91% ao mês e tem a 4ª menor taxa de juros do cartão parcelado entre 57 instituições; mediana é 8,56% (BC)
Levantamento do Mundo das Fintechs com o ranking semanal de juros do Banco Central mostra que, no parcelado com juros do cartão de crédito, a taxa média vai de 1,13% a 19,49% ao mês

- Crédito
Neon tem o menor juro entre as fintechs no capital de giro, 1,11% ao mês, e Cora fica em 8º entre 50 instituições, com 1,75%; mediana é 2,66% (BC)
Levantamento do Mundo das Fintechs com o ranking semanal de juros do Banco Central mostra que, no capital de giro de até um ano para empresas, a taxa média vai de 0,25% a 12,16% ao mês

