Elo se divide em Elo Arranjo e Elo Soluções, braço que já responde por 15% do faturamento
Vertical de tecnologia oferece processamento para cerca de 40 bandeiras, criação de cartões e conta digital com IA, fidelização, consultoria e prevenção a fraudes

Giancarlo Greco, CEO da Elo. Foto: Divulgação/Elo
A Elo, bandeira brasileira de cartões, anunciou nesta terça-feira (20) um novo posicionamento que divide seus negócios em duas verticais: a Elo Arranjo, focada na atuação como bandeira e no seu ecossistema, e a Elo Soluções, que oferece tecnologia, inteligência, plataformas e serviços de forma agnóstica, segundo o portal Mobile Time.
A Elo Soluções terá cinco frentes. A de processamento suporta cerca de 40 bandeiras internacionais de cartões, como Discover e JCB, e deverá incluir futuramente a China UnionPay; ela também atende empresas do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), como Alelo, iFood e VR. A frente de banking e IA permitirá que novos participantes estruturem rapidamente suas operações, com criação de cartões de débito, crédito e PAT e de conta digital. As demais são ferramentas de fidelização com inteligência artificial, consultoria em regulação, reforma tributária, ativação de cartões e redução de fraudes, e mecanismos de prevenção a golpes em transações com cartões e Pix.
Segundo Leandro Lucas, diretor de produtos da Elo, o reposicionamento tem como objetivo diversificar o mercado financeiro com novas soluções e vem sendo implementado há cerca de três anos. No início da transição, a Elo Soluções representava 3% do faturamento da empresa; hoje responde por 15%.
A Elo soma cerca de 300 credenciadores e subcredenciadores e mais de 40 milhões de cartões ativos, aceitos em aproximadamente 8,3 milhões de estabelecimentos no mundo. A bandeira mantém conexão com cerca de 40 bancos.
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Por que importa. Uma bandeira oferecendo cartão, conta digital e processamento prontos baixa o custo de quem quer lançar um produto financeiro. Para uma fintech, isso abre espaço para emitir cartão próprio, inclusive de benefícios, sem montar a infraestrutura do zero, e concentrar o dinheiro onde ele está: na base de clientes e no crédito.
Fonte: Mobile Time. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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