Grupo Primo, de Thiago Nigro, incorpora a Oikos e chega a R$ 34 bilhões sob custódia
É o maior M&A da história do grupo, que nasceu como canal nas redes sociais e mira R$ 100 bilhões até 2028.

Foto: Guilherme Cácomo de Medeiros/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
O Grupo Primo, controlado pelo influenciador de finanças Thiago Nigro, incorporou a Oikos, um multi-family office com R$ 8 bilhões em ativos, segundo o Brazil Journal nesta terça-feira (6). É o maior M&A da história do grupo. A transação foi uma troca de ações: os acionistas da Oikos, que tem as famílias Zarzur e Grisi como sócias de referência, passam a ser acionistas do Primo.
Com a compra, o Grupo Primo chega a R$ 34 bilhões em ativos sob custódia e espera fechar o ano com R$ 40 bilhões. A meta é alcançar R$ 100 bilhões até 2028. A Oikos atende apenas 40 famílias, com tíquete mínimo de R$ 100 milhões e médio de R$ 200 milhões. Já os 44 mil clientes do Primo têm tíquete médio em torno de R$ 860 mil.
O grupo começou como um canal nas redes sociais, passou a vender cursos para os seguidores, entrou em educação para profissionais do mercado e, em fevereiro de 2023, abriu a vertical de consultoria de investimentos ao comprar a marca Portfel. A expectativa é que, neste ano, metade da receita de R$ 500 milhões venha da consultoria e da gestora Grão, e a outra metade da educação e das redes sociais.
A XP é investidora do grupo desde 2020 e aumentou a participação no fim de 2024. Segundo Nigro, ela é minoritária, sem voto nem veto no conselho.
“Temos o maior ecossistema de educação financeira e financial advisory do Brasil. Falamos com mais de 40 milhões de pessoas todos os meses.”
Thiago Nigro, controlador do Grupo Primo
Por que importa. Audiência virou negócio de R$ 500 milhões por ano. Quem tem base de clientes fiel tem meio caminho andado para vender serviço financeiro.
Fonte: Brazil Journal. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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