Harbour Capital, gestora gaúcha de FIDCs com R$ 1,9 bilhão, abre escritório na Faria Lima e fundo de até R$ 175 milhões em Luxemburgo
Fundo europeu pode captar até 30 milhões de euros para crédito estruturado no Brasil; meta é levantar ao menos 10 milhões de euros ainda em 2026

Rafael Flores Nunes, sócio e CEO da Harbour Capital. Foto: Divulgação/Harbour Capital
A Harbour Capital, gestora independente de Porto Alegre com cerca de R$ 1,9 bilhão sob gestão, abriu um fundo em Luxemburgo com capacidade para captar até 30 milhões de euros, cerca de R$ 175 milhões, para investir em crédito estruturado no Brasil. A expectativa é levantar pelo menos 10 milhões de euros ainda em 2026. As informações foram publicadas nesta terça-feira (27) pelo FIDC News.
Ao mesmo tempo, a gestora abriu um escritório na região da Faria Lima, em São Paulo. A operação será liderada por Adilson Guedes, head de Relações com Investidores e Crédito Estruturado, com Gabriela Naves como analista sênior de Estruturação e Relações com Investidores.
Na Europa, a Harbour já negocia com multi family offices e gestoras locais interessadas no crédito brasileiro. O plano inclui abrir um escritório em Portugal nos próximos meses e ampliar o relacionamento com investidores da Espanha e da França.
Fundada há cinco anos, a Harbour atua principalmente com Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) e tem mais de 50 fundos em operação. A gestora também avalia uma aproximação com estratégias de venture capital.
“Estar em São Paulo significa estar mais próximo dos investidores, ampliar nossa capacidade de distribuição e fortalecer relacionamentos”
Rafael Flores Nunes, sócio e CEO da Harbour Capital
“O escritório de São Paulo é uma extensão da Harbour Capital. Seguimos sendo uma gestora de Porto Alegre”, afirmou Rafael Flores Nunes, sócio e CEO. Segundo ele, Porto Alegre segue como centro da originação no Sul, São Paulo vira ponto de conexão com investidores e Luxemburgo, a porta de entrada para a distribuição internacional.
Por que importa. A Harbour mostra que o dinheiro para crédito estruturado não precisa vir só do Brasil: um fundo em Luxemburgo abre a porta para family offices europeus que buscam o juro alto daqui. Para a fintech que origina crédito, como antecipação de recebíveis, crédito para pequenas e médias empresas ou consignado, gestoras assim são um caminho para conseguir funding via FIDC e crescer a carteira sem usar só capital próprio.
Fonte: FIDC News. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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