FlowCredi: metade de quem busca home equity tem imóvel abaixo de R$ 250 mil, mostram 164 mil simulações
Marketplace de crédito com garantia de imóvel diz que só 52% dos pedidos analisados são aprovados; quem contrata ganha R$ 12 mil e tem imóvel de R$ 520 mil

Bruno Gama, CEO da FlowCredi (Divulgação/FlowCredi, via Economia SP)
Metade das pessoas que procuram crédito com garantia de imóvel no Brasil tem imóvel avaliado em menos de R$ 250 mil. O dado é de um levantamento da FlowCredi, marketplace especializado em home equity, divulgado nesta terça-feira (27) e feito a partir de 164 mil simulações na plataforma entre abril de 2024 e setembro de 2026.
Nesse grupo, a renda mediana é de R$ 4,2 mil e o valor mediano pedido é de R$ 50 mil. São cerca de 58 mil simulações nesse perfil, muitas ligadas à troca de dívidas mais caras por uma linha de juros menores.
Quem de fato contrata é outro cliente. Dos pedidos que chegam à análise das instituições financeiras, 52% são aprovados, e sete em cada dez aprovados recebem o valor pedido ou mais. Mas o contratante típico tem renda em torno de R$ 12 mil e imóvel avaliado em cerca de R$ 520 mil.
São Paulo concentra 31% da demanda e 48% dos contratos. O Nordeste responde por 19% da procura, cerca de 31,6 mil simulações, com Salvador como a terceira cidade em volume, mas Pernambuco aprova só 41%. O Norte soma 10,8 mil simulações (6,6% do total). A maior taxa de aprovação é a do Distrito Federal, de 64%.
“O que os dados mostram não é uma ausência de demanda, mas justamente o contrário.”
Bruno Gama, CEO da FlowCredi
Para Bruno Gama, CEO da FlowCredi, falta ajustar a oferta: “Existe uma equação de mercado a ser desenvolvida. As operações de menor tíquete exigem eficiência de avaliação, formalização, custos operacionais e modelos de análise que façam sentido economicamente”, disse à Economia SP.
Por que importa. Há R$ 50 mil de demanda por cliente parada em 58 mil simulações porque avaliar e registrar um imóvel de R$ 200 mil custa quase o mesmo que um de R$ 1 milhão. A fintech que baratear avaliação, cartório digital e análise de crédito para o tíquete pequeno pega um público que já quer o produto e que os bancos hoje recusam.
Fonte: Economia SP. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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