iFood negocia compra da Caju e pode chegar a 3 milhões de usuários em benefícios
Negociação está avançada e pode ser fechada até o fim de outubro, segundo o Pipeline. Fundada em 2019, a Caju atende mais de 70 mil empresas e 1,3 milhão de usuários.

Eduardo del Giglio, cofundador e CEO da Caju (Foto: Divulgação/Caju)
O iFood está em negociações avançadas para comprar a Caju, empresa de cartões de benefícios fundada em 2019 por Eduardo del Giglio, segundo apurou o Pipeline, do Valor Econômico, nesta quinta-feira (8). A transação pode ser fechada até o fim de outubro, de acordo com as fontes ouvidas pelo site. O iFood quer ser líder do mercado de benefícios no Brasil em até três anos.
Criado em 2020, o iFood Benefícios soma 1,5 milhão de usuários ativos e atende 65 mil empresas. A Caju oferece um cartão de vale-refeição e vale-alimentação com bandeira Visa, além de vale-transporte e farmácia, para mais de 70 mil empresas e 1,3 milhão de usuários. Somadas, as carteiras chegariam a 3 milhões de usuários, mais do que a Flash, que tem a meta de liderar o setor até 2030. O mercado reúne ainda Swile, Vee e Sólides, além das tradicionais Pluxee, Alelo e Ticket.
A Caju já captou mais de R$ 150 milhões com investidores como Canary, Valor Capital e Caravela. Não é a primeira tentativa do iFood, controlado pela Prosus, de crescer no setor: no ano passado, a empresa esteve perto de comprar a Alelo por cerca de R$ 5,5 bilhões, mas as conversas esfriaram depois que o governo aprovou novas regras para o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). O iFood reduziu a proposta, que acabou recusada pela Alelo, segundo o Pipeline.
Além da carteira de clientes, a compra pode ajudar o iFood a encerrar uma disputa de cinco anos com o Ministério do Trabalho, que quer suspender a licença da empresa no PAT. Procuradas pelo Pipeline, Caju e iFood disseram que não comentam rumores de mercado. O iFood acrescentou que segue atento a oportunidades de gerar crescimento sustentável do seu ecossistema.
“segue atento a oportunidades de gerar crescimento sustentável do seu ecossistema”
iFood, em nota ao Pipeline
Por que importa. Uma startup de benefícios fundada em 2019 virou alvo de compra de uma das maiores empresas de tecnologia do país em menos de sete anos. Cartão de benefício gera receita recorrente, e quem constrói esse produto bem vira ativo disputado.
Fonte: Pipeline (Valor Econômico). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
As notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- GOVERNANÇA
XP troca conselho: sai Martín Escobari, da General Atlantic, e entra Rodrigo Kede Lima, executivo de IA da Microsoft com mais de 30 anos em tecnologia
Ex-IBM e Totvs, novo conselheiro chega para usar inteligência artificial como diferencial competitivo, diz Guilherme Benchimol

- MARKETING
Agibank assume o patrocínio máster do Santos por 8 jogos no lugar da Novibet, barrada pela MP das bets
Banco volta a patrocinar um clube de futebol depois de mais de oito anos; Novibet pagava R$ 35 milhões fixos em contrato de três temporadas, hoje suspenso

- SEGURANÇA
CrowdStrike revela grupo brasileiro que tirou ao menos 6 segredos da nuvem de uma instituição financeira e montou painel de Pix em massa
Relatório de Caça a Ameaças 2026 descreve o SLIM SPIDER, que invadiu a nuvem de uma instituição no Brasil em março; ataques de eCrime a ambientes de nuvem cresceram 171%

- BOLSA
Agibank sobe 8,9% e é a única das 7 fintechs brasileiras em Nova York a fechar a semana em alta
Inter cai 11,68%, Nu Holdings recua 9,59% e Stone, 9,32%, depois da euforia da semana anterior; Agibank anunciou patrocínio master do Santos nesta sexta

