Itaú BBA monta mesa de crédito privado para institucionais e contrata Bruno Costa, ex-Genial, para comandar a operação
Corretora do banco quer levar a gestoras e fundos todo o ecossistema de serviços; equipe tem dois executivos vindos da Genial e um de Sales & Trading da casa

Avenida Faria Lima, em São Paulo. Foto: Mauro Cateb/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
O Itaú BBA está estruturando, na sua corretora, uma mesa dedicada ao crédito privado para investidores institucionais, segundo informaram nesta quarta-feira (4) o Times Brasil, o Estadão e a CNN Brasil. A nova operação será comandada por Bruno Costa, que vem da Genial Investimentos.
Costa vai se reportar a Leonard Linnet, head de Equity e Corretora Institucional do Itaú BBA. A equipe terá ainda Flavio Santos, também vindo da Genial, e Lucas Lancelloti, que já fazia parte do time de Sales & Trading do banco.
A proposta, segundo o Estadão, é dar aos clientes institucionais de crédito acesso a todo o ecossistema de serviços da corretora. “Acreditamos que o mercado de crédito privado tende a evoluir para um modelo de full brokerage house, em que inteligência, qualidade de execução e serviços diferenciados farão a diferença”, afirmou Linnet. Ao Times Brasil, ele disse que a estrutura “também deve gerar sinergias relevantes com nossos clientes corporativos e fortalecer o posicionamento da corretora nesse mercado”.
Crédito privado é o mercado de títulos de dívida, como debêntures, emitidos por empresas e outros emissores privados para captar recursos diretamente com investidores, sem passar pelo empréstimo bancário. O segmento cresceu nos últimos anos impulsionado pelos juros altos, e o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira, interrompendo o ciclo de cortes.
“Acreditamos que o mercado de crédito privado tende a evoluir para um modelo de full brokerage house, em que inteligência, qualidade de execução e serviços diferenciados farão a diferença.”
Leonard Linnet, head de Equity e Corretora Institucional do Itaú BBA, ao Estadão
Por que importa. Quando um banco do tamanho do Itaú monta mesa só para negociar títulos de dívida com fundos, é sinal de que o volume e a margem nesse mercado compensam. Para fintechs, a oportunidade está na ponta de origem: quem gera crédito (recebíveis, consignado, capital de giro) e sabe empacotá-lo em FIDC ou debênture encontra hoje compradores institucionais com apetite e estrutura para comprar.
Fonte: Times Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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