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Opinião

Stark Infra: com só 7 licenças de IP em 2026 contra 33 em 2025, CEO Felipe Facchini defende infraestrutura compartilhada para fintechs

Em artigo no TI Inside, o executivo diz que o capital mínimo de até R$ 32,8 milhões muda a conta de quem tem licença e que a saída é manter a autorização e terceirizar a tecnologia

Por Redação Mundo das Fintechs · 04/11/2026 · 3 min de leitura
Stark Infra: com só 7 licenças de IP em 2026 contra 33 em 2025, CEO Felipe Facchini defende…

Felipe Facchini, CEO da Stark Infra. Foto: Divulgação/Stark Infra

A Stark Infra, empresa de infraestrutura financeira ligada ao Stark Bank, defende que as fintechs dividam a estrutura tecnológica para sobreviver ao novo capital mínimo do Banco Central. Na avaliação do CEO Felipe Facchini, em artigo de opinião publicado pelo TI Inside em 30 de outubro, o caminho é “combinar a autonomia de uma instituição financeira com a eficiência de uma infraestrutura compartilhada e especializada”.

O ponto de partida do texto são dados do BC obtidos pelo Estadão via Lei de Acesso à Informação: de janeiro a setembro de 2026, só sete empresas conseguiram autorização para funcionar como instituição de pagamento (IP), contra 33 em todo o ano de 2025. No mesmo período, 11 pedidos de cancelamento de licença foram protocolados, três a mais que no ano anterior, segundo o jornal.

Facchini liga o freio à Resolução Conjunta nº 14, de novembro de 2025, que passou a calcular o capital mínimo também pelas atividades de cada instituição. Para as IPs, a referência, antes de R$ 1 milhão a R$ 9 milhões, sobe para uma faixa de R$ 9,2 milhões a R$ 32,8 milhões, com implementação gradual até janeiro de 2028. Ele cita a estimativa do BC de que 63% das IPs e 81% das SCDs ficariam abaixo dos novos requisitos se nada mudasse. No Relatório de Estabilidade Financeira de outubro, com dados de junho, a conta do BC já era menor: 27,1% das IPs e 37,3% das SCDs analisadas, depois de um volume maior de pedidos de aumento de capital, transferência de controle e incorporação.

O executivo propõe olhar a instituição em três camadas: a regulatória (autorização, capital, governança), a de negócio (produtos, distribuição e relacionamento com o cliente) e a de infraestrutura tecnológica (conexão ao Pix e ao sistema financeiro, processamento, segurança e disponibilidade). É na terceira, diz, que está a chance de eficiência: manter a licença e as responsabilidades perante o regulador sem construir e operar toda a tecnologia dentro de casa, trocando custo fixo por despesa que acompanha o volume.

“A licença continua sendo um ativo estratégico importante, mas a forma de estruturar a operação ganha ainda mais relevância.”

Felipe Facchini, CEO da Stark Infra, em artigo no TI Inside

Ele também faz um alerta para quem terceiriza: com mais instituições usando as mesmas estruturas, a concentração em poucos fornecedores aumenta o risco de continuidade. Por isso, a escolha do parceiro “vai muito além do preço” e deve considerar solidez financeira, governança e disponibilidade comprovada, com planejamento antecipado, porque migrar de infraestrutura leva tempo.

A Stark Infra vende justamente esse serviço: conexão direta e indireta ao Pix e ao SPB, processamento de cartões e infraestrutura de crédito. O artigo saiu em espaço de conteúdo de marca da empresa no TI Inside. Na segunda-feira (3), a Fitch Ratings mostrou o mesmo aperto por outro ângulo, com a queda das novas licenças concedidas pelo BC (leia aqui).

Por que importa. Com licença de IP custando até R$ 32,8 milhões em capital, poucas fintechs vão montar tudo sozinhas. Quem ganha dinheiro é quem vende a infraestrutura pronta por volume e a fintech de nicho que mantém a licença enxuta e gasta o caixa onde está a receita: produto, crédito e distribuição.

Fonte: TI Inside (artigo de opinião de Felipe Facchini, CEO da Stark Infra); dados do Estadão e do Banco Central. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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