Livelo ganha até 50% de produtividade na engenharia com agentes de IA da AI/R e da AWS
Programa de pontos com 60 milhões de participantes estima economia de 700 mil dólares no 1º ano com o Kiro e o Amazon Q Developer num time de 240 engenheiros; defeitos por funcionalidade caíram mais de 55%

Felipe Avila, CPTO da Livelo. Foto: Divulgação/Livelo
A Livelo, programa de pontos com 60 milhões de participantes, mediu o efeito de agentes de inteligência artificial no próprio time de engenharia: em três meses de projeto, 77% dos engenheiros relataram alta de cerca de 30% na produtividade, e em algumas atividades o ganho chegou a 50%, segundo a Let's Money nesta quarta-feira (28). O projeto foi desenhado pela AI/R, companhia de tecnologia focada em IA agêntica, com a Amazon Web Services (AWS), e juntou o Kiro, ambiente de desenvolvimento da AWS, ao Amazon Q Developer.
O time de engenharia da Livelo tem cerca de 240 pessoas, que cuidam dos produtos digitais, das novas funcionalidades e da sustentação da plataforma. A adesão ativa às ferramentas passa de 90% da equipe, e a taxa de defeitos por funcionalidade recuou mais de 55% ao longo dos meses. A economia estimada no primeiro ano beira US$ 700 mil; em cinco anos, o retorno projetado chega a US$ 2,95 milhões, pelo valor presente líquido.
“A adoção do Amazon Q Developer e do Kiro mudou a forma como desenvolvemos software na Livelo”, afirmou Felipe Avila, CPTO da Livelo. Segundo ele, os agentes foram integrados ao fluxo de engenharia com métricas e governança definidas desde as etapas iniciais. Pela AI/R, Luciano Guareschi, SVP de Digital Transformation, disse que o caso mostra como capturar valor de negócio “de forma consistente e escalável” com IA. Para a AI/R, é o primeiro caso no mundo de uso do Kiro dentro da competência Business Value Realization (BVR).
No mercado há 10 anos, a Livelo tem uma rede de mais de 600 parceiros, entre eles 70 instituições financeiras.
“Esses fatores permitiram que as nossas squads passassem a focar mais em arquitetura e resolução de problemas, enquanto a IA assume tarefas repetitivas, garantindo padrões de código desde o início”
Felipe Avila, CPTO da Livelo, à Let's Money
Por que importa. Para uma fintech, engenharia é o maior custo fixo, e US$ 700 mil por ano num time de 240 pessoas mostra quanto dá para economizar com agentes de IA. Há espaço também do outro lado: consultorias e startups que implantam IA com métricas de retorno, como fez a AI/R, viram fornecedoras disputadas pelo setor financeiro.
Fonte: Let's Money. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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