Liquid já analisou R$ 32 bilhões em crédito imobiliário com IA e mira o Minha Casa Minha Vida
Fintech de Thiago Yaak, Luiza Ribeiro Caram e Odair Mofato Jr. atende cerca de 60 clientes, entre incorporadoras como Direcional e Cury, fundos e bancos, e está no hub de construção do Cubo Itaú

Reprodução/Metro Quadrado
A Liquid, fintech paulista que usa inteligência artificial para automatizar a análise de crédito no mercado imobiliário, já processou mais de R$ 32 bilhões em decisões de crédito e ajudou a financiar cerca de 50 mil moradias, segundo dados divulgados pela empresa em agosto de 2025, quando anunciou sua rodada seed. Segundo o Cubo Itaú, a startup integra o Construliving, hub de construção civil do centro de inovação.
Fundada em 2023, em São Paulo, a Liquid nasceu para resolver um gargalo operacional: incorporadoras, bancos e fundos ainda avaliam compradores, acompanham recebíveis e cobram inadimplência com planilhas, consultas avulsas e sistemas que não conversam entre si. A plataforma centraliza a análise de crédito, monitora a carteira e entrega um painel de acompanhamento aos clientes. Mais recentemente, a empresa lançou um produto que automatiza os processos de cartório.
“Uma decisão que envolve muito papel e planilhas de Excel circulando pra lá e pra cá pode ser totalmente digital e feita por robô”, disse Thiago Yaak, CEO e cofundador, ao Metro Quadrado. Os outros fundadores são Luiza Ribeiro Caram, filha do fundador da construtora Ribeiro Caram, e Odair Mofato Jr., que passou pelas áreas de risco e crédito de Itaú, PagBank e Isaac. Thiago e Luiza se conheceram na Risknow.
A empresa tem cerca de 60 clientes, dos quais 50 incorporadoras, entre elas Direcional, Cury, Conx, BRZ, Imcasa, Moura Leite e Arie, além de financiadores, incluindo dois bancos. O foco são os imóveis novos, sobretudo os do Minha Casa Minha Vida, que respondem por mais da metade dos lançamentos no país. Até agosto de 2025, a plataforma acumulava 400 mil operações analisadas.
“Uma decisão que envolve muito papel e planilhas de Excel circulando pra lá e pra cá pode ser totalmente digital e feita por robô”
Thiago Yaak, CEO e cofundador da Liquid, ao Metro Quadrado
O modelo de receita combina assinatura e uma tarifa fixa por transação. Em agosto de 2025, a Liquid captou cerca de R$ 12 milhões em rodada seed liderada pela SaaSholic, com Flourish Ventures, Honey Island by 4UM e Crivo Ventures. Na época, a meta era dobrar a base de clientes em um ano e fazer do negócio de cartório até um terço da operação em 2026.
Por que importa. O crédito imobiliário é um dos maiores mercados de crédito do país e ainda roda em planilha dentro das incorporadoras. A fintech que vira a camada de decisão entre construtora, banco e comprador cobra assinatura e tarifa por contrato, ganha a cada imóvel vendido e não precisa emprestar um real do próprio balanço.
Fonte: Metro Quadrado e Finsiders. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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