Zoop, a infraestrutura de pagamentos do iFood, vai de R$ 36 bilhões para R$ 150 bilhões em transações em 2026 e projeta mais 50% em 2027
Volume cresce mais de quatro vezes em um ano com finanças embarcadas em plataformas de gestão; parceria com a Tecnofit leva conta, pagamentos e crédito a 17 mil academias e estúdios

Jayme Canhada, head comercial da Zoop, em entrevista ao Times Brasil. Reprodução/Times Brasil
A Zoop, empresa de infraestrutura de pagamentos e serviços financeiros controlada pelo iFood, deve fechar 2026 com cerca de R$ 150 bilhões em transações, ante R$ 36 bilhões no ano passado, e projeta crescer mais 50% em 2027. Os números foram dados por Jayme Canhada, head comercial da empresa, em entrevista ao Times Brasil publicada nesta quarta-feira (28).
“A Zoop transacionou R$ 36 bilhões no último ano. Esse ano a gente fecha com R$ 150 bilhões sendo transacionados e, com a expectativa já de todos os parceiros que a gente tem projetando para o próximo ano, de aumentar em 50%”, afirmou Canhada. Se a projeção se confirmar, o volume passa de R$ 220 bilhões no ano que vem.
O crescimento vem das finanças embarcadas (embedded finance), modelo em que pagamentos, conta digital e crédito ficam dentro da plataforma que a empresa já usa no dia a dia, com a marca dessa plataforma. A Zoop atua por trás, como infraestrutura, tanto para empresas do grupo iFood, que a comprou há pouco mais de dois anos, quanto para outros ecossistemas.
Um dos exemplos citados é a parceria com a Tecnofit, software de gestão para academias, boxes e estúdios que atende mais de 17 mil empreendedores. A integração reúne gestão, conciliação e produtos financeiros no mesmo ambiente. Segundo Canhada, a parceria foi lançada há dois meses e ainda não tem base para divulgar ganhos em percentual, mas os testes mostraram melhora “bastante significativa”.
“Ela tem dados proprietários sobre aquela empresa e sabe gerir aquela empresa de uma forma muito mais eficiente que, eventualmente, um banco que vai olhar para um balanço”
Jayme Canhada, head comercial da Zoop, ao Times Brasil
Para o executivo, a vantagem está nos dados. Uma plataforma de gestão de academias, por exemplo, enxerga a recorrência dos pagamentos e o cancelamento de alunos, o que ajuda a medir a capacidade financeira do negócio e a desenhar crédito no ritmo do caixa, como o financiamento de um equipamento em seis meses. O modelo já foi usado no iFood Pago, que ampliou a oferta de serviços financeiros aos restaurantes da plataforma.
Canhada disse ainda que o mercado de finanças embarcadas pode gerar R$ 120 bilhões em receitas adicionais para as empresas que incorporarem serviços financeiros aos próprios ecossistemas.
Por que importa. quem tem um software usado todo dia por pequenas empresas (academias, clínicas, oficinas, salões) senta em cima de dados de caixa que nenhum banco tem. Com uma infraestrutura de BaaS por trás, dá para cobrar sobre cada pagamento, oferecer conta e emprestar com risco menor, e transformar um sistema de gestão em uma fintech de nicho sem precisar de licença própria.
Fonte: Times Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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