Neon contrata Daniel Kamakura, ex-Nubank, e Juliana Chahoud, ex-Stone, como VPs de engenharia; fintech já soma mais de 100 contratações em tecnologia
Os dois executivos respondem à CTO Fabiola Marchiori, que chegou do Nubank em fevereiro. A fintech de Pedro Conrade lucrou R$ 43,2 milhões no primeiro semestre de 2026

Divulgação/Neon
A Neon, fintech fundada por Pedro Conrade, contratou Daniel Kamakura e Juliana Chahoud como vice-presidentes de engenharia, informou o Finsiders Brasil nesta quinta-feira (29). Os dois passam a integrar a estrutura comandada por Fabiola Marchiori, CTO da empresa desde fevereiro, quando chegou do Nubank. A missão, segundo a Neon, é fortalecer a capacidade de engenharia e acelerar a evolução de produtos e plataformas.
Kamakura vem de passagens pelo Nubank e pela Amazon e vai comandar os times de cartões e de cobrança (collections). Juliana, com mais de 20 anos em tecnologia e gestão de engenharia, trabalhou na Stone, na Creditas, na Thoughtworks e no Twitter, e assume a liderança de plataforma mobile e de IA generativa.
“Queremos elevar continuamente a barra técnica e operacional, fortalecer a confiabilidade dos nossos sistemas e incorporar IA à forma como construímos produtos”, disse Kamakura, em nota. “Meu foco será construir plataformas robustas e evolutivas, sem perder de vista o impacto que queremos gerar para nossos clientes e para o negócio”, afirmou Juliana.
As contratações seguem o reforço da área de tecnologia iniciado com a chegada de Fabiola. Além dela, a Neon contratou mais de 100 profissionais de engenharia de software, mobile, dados, machine learning, IA e segurança da informação.
“Queremos elevar continuamente a barra técnica e operacional, fortalecer a confiabilidade dos nossos sistemas e incorporar IA à forma como construímos produtos.”
Daniel Kamakura, vice-presidente de engenharia da Neon, em nota
A fintech encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro de R$ 43,2 milhões, ante prejuízo de R$ 35 milhões no mesmo período de 2025. Oferece cartões, empréstimo pessoal, consignado, investimentos em CDB e cashback, e somava pouco mais de 27,8 milhões de clientes no terceiro trimestre, segundo dados do Banco Central citados pelo Finsiders Brasil.
Por que importa. Cartões e cobrança são onde uma fintech de varejo ganha ou perde dinheiro. É a receita de juros e intercâmbio de um lado e a inadimplência do outro. Quando a Neon, já lucrativa, põe um VP só para esses dois times, mostra que cada ponto de recuperação de crédito vira margem. Há espaço para fintechs menores que vendam a bancos digitais tecnologia de cobrança com IA, régua de cobrança e renegociação automática.
Fonte: Finsiders Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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