NoxPay pede licença de SPSAV e câmbio ao Banco Central e diz movimentar 330 milhões de dólares por mês em USDC na rede Stellar
Infraestrutura de São Paulo que converte reais em stablecoins para bancos, fintechs e outras prestadoras de serviços de ativos virtuais quer oferecer cobertura regulatória a quem não quer montar a própria estrutura

João Paulo Oliveira, fundador e administrador da NoxPay. Foto: Reprodução/Cartão de Visita News
A NoxPay, empresa de São Paulo de infraestrutura de liquidez com stablecoins, protocolou no Banco Central o pedido de autorização para operar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV) e para atuar no mercado de câmbio, segundo o Livecoins, que publicou a informação na noite desta sexta-feira (30).
A companhia diz movimentar mais de US$ 330 milhões por mês em USDC só na rede Stellar, além de operar em outras redes. O negócio é de bastidor: a NoxPay faz a conversão entre reais e stablecoins atreladas ao dólar, como USDC e USDT (o chamado on-ramp e off-ramp), para bancos, instituições de pagamento, fintechs, empresas de comércio exterior e outras prestadoras de serviços de ativos virtuais, ligando o Pix a pagamentos internacionais por APIs.
Com a licença de SPSAV intermediadora somada à autorização de câmbio, a empresa quer oferecer a outras instituições uma cobertura regulatória e tecnológica para que bancos, fintechs e integradores ofereçam serviços com ativos digitais e pagamentos internacionais sem montar estrutura própria. As novas regras do Banco Central para o setor exigem capital mínimo, auditoria independente, segregação patrimonial e governança.
Segundo a NoxPay, o pedido foi apresentado com capitalização acima do exigido pela Resolução Conjunta nº 14/2025 e será analisado sob a Resolução BCB nº 519/2025. Enquanto aguarda, a empresa diz que segue ampliando a oferta de APIs para novas instituições.
“A regulação não limita a inovação, ela separa quem veio construir infraestrutura duradoura de quem estava apenas de passagem.”
João Paulo Oliveira, fundador e administrador da NoxPay
“Movimentar mais de US$ 330 milhões mensais em USDC apenas na rede Stellar mostra que as stablecoins já são a espinha dorsal da liquidação moderna”, afirma João Paulo Oliveira, fundador e administrador da NoxPay.
Por que importa. Com as regras novas do Banco Central, montar uma estrutura própria para operar cripto ficou caro para muita fintech. Isso abre espaço para quem oferece licença e tecnologia como serviço. Para uma fintech de pagamentos ou câmbio, plugar numa infraestrutura dessas pode ser o atalho para oferecer pagamentos internacionais e conversão para stablecoins sem montar a própria estrutura regulatória, desde que o parceiro tenha a autorização em dia.
Fonte: Livecoins. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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