Raiô, de José Renato Hopf, ex-CEO da Getnet, parte para a expansão nacional com R$ 10 milhões de Provence e Upload
A startup de benefícios corporativos já atende clientes em São Paulo, Minas Gerais e Pará, soma cerca de 30 parceiros de distribuição e quer liderar o Rio Grande do Sul em 2027.

Divulgação/Raiô
A Raiô, startup de benefícios corporativos fundada e comandada por José Renato Hopf, ex-CEO da Getnet, começou a expandir a operação para todo o país depois de consolidar a presença no Sul, segundo reportagem do NeoFeed publicada nesta terça-feira (13). A empresa recebeu R$ 10 milhões em investimento da Provence Partners e da Upload Ventures.
“Constituímos a empresa, estruturamos produto e tecnologia, fizemos uma prova regional e agora começamos a escalar nacionalmente a companhia”, afirmou Hopf ao NeoFeed. A estratégia repete, em parte, o caminho da Getnet: ganhar relevância num mercado regional antes de avançar para outras regiões. A Raiô já atende clientes em São Paulo, Minas Gerais e Pará e quer ser líder no Rio Grande do Sul em 2027.
A tese da empresa é que a disputa não está no benefício em si, como alimentação, refeição, cultura e auxílios flexíveis, mas na gestão, na tecnologia e no atendimento ao RH. A plataforma integra arquivos de RH de forma automatizada, administra múltiplos CNPJs e libera o benefício ao novo funcionário minutos após o cadastro, sem esperar o cartão físico. Segundo Hopf, um cliente com mais de 50 CNPJs reduziu de dois dias para menos de uma hora o processamento dos benefícios.
Desde julho, a Raiô monta uma área de parcerias com escritórios de contabilidade e seguradoras, que passam a usar a plataforma junto com os próprios serviços. Em poucos meses, já são cerca de 30 parceiros, no Sul, em São Paulo e em Minas Gerais.
“O produto pode ser parecido. A diferença está na solução, no serviço e na plataforma que a gente entrega.”
José Renato Hopf, fundador e CEO da Raiô
O mercado de benefícios é estimado em mais de R$ 150 bilhões, com cerca de 22 milhões de usuários, e está mais disputado. O C6 Bank comprou a Alymente em setembro, o BTG Pactual entrou no setor, o iFood negocia a compra da Caju e a Flash acaba de captar R$ 150 milhões. Ticket, Alelo e Pluxee, ao lado da VR, ainda dominam mais de 80% do mercado. “O poder econômico vai até um limite. Depois, o cliente quer saber quem resolve o problema dele”, diz Hopf, que estima o mercado endereçável em mais de R$ 300 bilhões.
Por que importa. Por que importa: benefício corporativo é dinheiro recorrente que passa todo mês pela conta da fintech, de milhões de trabalhadores, e o produto é quase igual em todo mundo. Quem vence é quem resolve a dor do RH, e um fundador que já construiu uma adquirente aposta nisso com R$ 10 milhões num mercado de R$ 150 bilhões. Para uma fintech, vender pelo contador e pela seguradora é o atalho para chegar a milhares de empresas sem exército de vendas.
Fonte: NeoFeed. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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