Revolut, avaliada em US$ 115 bilhões, acelera licenças na América e opera nos EUA via BaaS do Lead Bank
Com licença bancária completa no México e na Colômbia, a fintech britânica aguarda aval nos EUA e no Peru, entra na Argentina com a compra da Cetelem e estuda subir de SCD para banco múltiplo no Brasil.

Nikolay Storonsky, fundador e CEO da Revolut. Foto: Web Summit/Sportsfile (CC BY 2.0)
A Revolut entrou em uma fase mais agressiva de expansão na América, continente que também está no centro da estratégia do Nubank, seu principal rival global, segundo a Coluna do Broadcast, do Estadão, publicada nesta terça-feira (13). Depois de receber licença bancária completa no México e na Colômbia, esta no mês passado, a fintech britânica aguarda o aval final dos reguladores dos Estados Unidos e do Peru e vai entrar na Argentina com a compra das operações locais da francesa Cetelem, já aprovada pelo banco central do país.
Nos Estados Unidos, a Revolut oferece serviços financeiros por meio de uma parceria de banking as a service com o Lead Bank, que fornece a estrutura regulatória da operação. É o mesmo arranjo usado pelo Nubank para antecipar, no mês passado, a entrada no mercado americano. As duas obtiveram neste ano a aprovação condicional para constituir um banco nacional no país e esperam o aval definitivo no ano que vem.
No Brasil, a Revolut opera como Sociedade de Crédito Direto (SCD) desde 2023 e mantém discussões preliminares para subir na escala regulatória e eventualmente obter autorização para atuar como banco múltiplo. Ao contrário do Nubank, que conseguiu a licença ao comprar o Banco Porto Real de Investimentos, a britânica deve optar pela via orgânica, ainda sem prazo definido.
Com cerca de 80 milhões de clientes, a Revolut quer passar de pouco mais de 40 para 100 países e chegar a 100 milhões de usuários ativos, com a meta de estar entre os três maiores bancos de cada mercado em que entrar. Também busca autorização na Índia, na Suíça e na África do Sul. “Na Índia, estamos falando de mais de 1 bilhão de pessoas”, disse Ignacio Zunzunegui, chefe de crescimento da América da Revolut.
“Existe um claro efeito de rede entre os países. Vimos que quando crescemos mais fora da Europa, aceleramos o crescimento também na Europa.”
Ignacio Zunzunegui, chefe de crescimento da América da Revolut
A empresa é avaliada em US$ 115 bilhões em uma rodada privada de venda de ações que está sendo concluída. O fundador, Nikolay Storonsky, tem dito que o banco pode abrir o capital com dupla listagem, em Nova York e em Londres. “Nós temos uma companhia já saudável e lucrativa, não precisamos de capital de fora para crescer”, afirmou Zunzunegui.
Por que importa. Por que importa: nem a Revolut, avaliada em US$ 115 bilhões, esperou a licença americana para começar: entrou nos EUA alugando a estrutura regulatória do Lead Bank, como fez o Nubank. Esse é o negócio do BaaS, e no Brasil vale o mesmo: a fintech pode lançar conta e cartão sobre a licença de um parceiro e só depois decidir se vale virar SCD ou banco.
Fonte: Estadão (Coluna do Broadcast). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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