Revolut atinge valuation de US$ 115 bilhões em venda secundária de ações, 53% acima de 2025 e cerca do dobro do Nubank
Glade Brook, Coatue, Durable, T. Rowe Price e Baillie Gifford lideraram a operação concluída nesta quarta-feira (4), a cerca de US$ 2.017 por ação; nenhum dinheiro novo entrou no caixa da fintech britânica

Web Summit / CC BY 2.0 (Wikimedia Commons)
A Revolut atingiu valuation de US$ 115 bilhões. A fintech britânica informou nesta quarta-feira (4) que concluiu uma venda secundária de ações a esse preço, 53% acima dos US$ 75 bilhões da operação de novembro de 2025. Pelo valor de mercado do Nubank na Bolsa de Nova York, de cerca de US$ 56 bilhões segundo a Startups, a Revolut passa a valer aproximadamente o dobro do banco digital brasileiro.
A transação foi liderada por Glade Brook Capital Partners, Coatue, Durable Capital Partners, contas assessoradas pela T. Rowe Price Associates e Baillie Gifford. Cada ação saiu a cerca de US$ 2.017. A empresa não revelou quantas ações foram negociadas.
Por ser secundária, a venda não colocou dinheiro novo no caixa da Revolut: acionistas atuais, entre eles funcionários, venderam participações a outros investidores. Segundo a Bloomberg, a operação começou em julho.
“A participação dos colaboradores na empresa é um elemento central da nossa cultura desde o primeiro dia. Mais uma vez, podemos oferecer ao nosso time a oportunidade de compartilhar o valor que ajudaram a criar, enquanto seguimos trabalhando incansavelmente para alcançar nosso próximo marco: atender 100 milhões de clientes”, disse Nik Storonsky, fundador e CEO da Revolut, em comunicado.
“Mais uma vez, podemos oferecer ao nosso time a oportunidade de compartilhar o valor que ajudaram a criar.”
Nik Storonsky, fundador e CEO da Revolut, em comunicado
Em 2025, a receita da Revolut cresceu 46%, para US$ 6 bilhões, e o lucro antes dos impostos subiu 57%, para US$ 2,3 bilhões, margem de 38%. A empresa tem mais de 80 milhões de clientes pessoa física em mais de 40 países. Neste ano, lançou operações bancárias no Reino Unido, no México, na Austrália e na Nova Zelândia, obteve licenças na França e na Colômbia e recebeu aval do Banco Central da Argentina para comprar o Banco Cetelem, do BNP Paribas.
Nos Estados Unidos, o OCC deu em setembro aprovação condicional para a Revolut operar como banco nacional; a abertura é prevista para 2027, mesmo horizonte do aval final esperado pelo Nubank no país. A divisão Revolut Business responde por cerca de 20% do lucro bruto, e o Brasil está entre os próximos mercados dela, ao lado de México e Índia, ainda sem data, disse James Gibson, chefe da divisão, ao TechCrunch.
Storonsky já disse que pretende abrir o capital da empresa, por meio de listagem dupla no Reino Unido e nos Estados Unidos, o que não deve ocorrer antes de 2028.
Por que importa. Venda secundária a preço recorde mostra que ações de fintech viram patrimônio líquido para fundador e time muito antes do IPO, e isso ajuda a contratar talento pagando parte em ações. E a Revolut, com margem de 38%, prova que conta digital, câmbio e conta empresarial dão lucro em escala. Com a Revolut Business mirando o Brasil, a fintech brasileira que já atende empresas com conta, câmbio e pagamentos tem mercado para crescer antes da gigante chegar.
Fonte: Revolut (comunicado), Bloomberg Línea, TechCrunch e Startups. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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