Riza Sec registra na CVM CRI de R$ 250 milhões da Direcional, com Santander na coordenação
Securitizadora que já foi a Virgo teve o registro concedido nesta segunda-feira (26); os recursos vão bancar terrenos e obras da construtora, e o banco garante a colocação

Ricardo Gontijo, CEO da Direcional. Foto: Divulgação/Direcional
A Riza Sec, securitizadora do grupo Riza, teve concedido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta segunda-feira (26) o registro de uma oferta de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) de R$ 250 milhões, segundo os dados públicos de ofertas da autarquia. A devedora dos papéis é a Direcional Engenharia, construtora mineira presidida por Ricardo Gontijo.
São 250 mil CRIs na 335ª emissão da securitizadora, lastreados em créditos imobiliários representados por cédulas de crédito imobiliário (CCI) da Direcional. Pelo registro, o dinheiro vai para a compra de terrenos e a construção de empreendimentos da construtora e de suas sociedades de propósito específico (SPEs). O pedido foi feito em 11 de setembro, pelo rito automático com bookbuilding, e a oferta é voltada a investidores qualificados.
O Banco Santander é o coordenador líder, em regime de garantia firme de colocação: se faltar comprador, o banco fica com os papéis. A Vórtx acumula as funções de agente fiduciário, custodiante e escrituradora, a classificação de risco é da S&P National Ratings e os CRIs serão negociados na B3, com regime fiduciário e sem garantias adicionais descritas na ficha.
A Riza Sec é a antiga Virgo, comprada pela Riza Holding em outubro de 2025 e reestruturada sob o comando de Fausto Assis, ex-XP. Na semana passada, a securitizadora anunciou a compra da Casa de Pedra, com a qual passa a cerca de 550 emissões sob gestão.
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Por que importa. Construtora grande não espera banco para financiar obra: transforma o que vai receber em CRI e vende ao mercado. Cada emissão dessas paga securitizadora, agente fiduciário, custodiante e agência de rating, e precisa de tecnologia para controlar lastro, obra e pagamento por anos. Fintech que automatiza esse acompanhamento, ou que leva o mesmo modelo para incorporadoras médias, tem um mercado de bilhões e com receita recorrente.
Fonte: CVM (dados abertos de ofertas públicas). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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