Pix: regra do BC que vale desde esta segunda obriga bancos a informar em que etapa do rastreio está cada transferência suspeita
Mudança faz parte do MED 2.0, que segue o dinheiro do golpe além da primeira conta; cliente não precisa atualizar o app e segue com 80 dias para contestar

Sede do Banco Central na Avenida Paulista. Foto: Dornicke/Wikimedia Commons (domínio público)
Uma nova regra do Banco Central para o Pix entrou em vigor nesta segunda-feira (26). A partir de agora, os bancos e instituições de pagamento têm de informar, na troca de alertas sobre uma transferência suspeita, em que etapa do rastreamento ela está: se o dinheiro saiu direto da conta da vítima ou se já passou por outras contas antes de chegar ao suspeito, segundo reportagem da BPMoney com informações do BC.
A mudança faz parte do MED 2.0, a nova versão do Mecanismo Especial de Devolução. Na versão anterior, a busca parava na primeira conta que recebia o Pix, e os bancos tinham dificuldade de acompanhar o dinheiro depois que o golpista o espalhava por outras contas. Com o MED 2.0, as instituições conseguem seguir o caminho dos recursos e pedir bloqueios nas contas seguintes.
Para o usuário, nada muda no uso do Pix: o ajuste é feito nos sistemas internos das instituições, sem atualização de aplicativo nem função nova para ativar. Quem cai em golpe continua registrando a contestação no app do próprio banco, em até 80 dias depois da transferência. Depois do pedido, as instituições envolvidas têm até sete dias para analisar o caso e, se confirmarem a fraude, devolvem o que conseguirem recuperar.
O MED não garante a devolução integral: se o dinheiro já foi sacado ou a conta foi esvaziada, a vítima pode receber só uma parte ou nada. O mecanismo vale para fraudes, golpes e crimes; Pix feito por engano e desacordo comercial ficam de fora.
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Na prática, o peso recai sobre quem opera o Pix por trás do aplicativo: bancos, fintechs com conta própria e os provedores de infraestrutura que conectam essas instituições ao sistema do BC precisam registrar e compartilhar mais dados a cada alerta de fraude.
Por que importa. cada regra nova do MED aumenta o trabalho de rastrear, bloquear e reportar golpes, e muita fintech não quer montar isso sozinha. Quem vende antifraude, monitoramento de transações ou conexão ao Pix já pronta para essas exigências tem um mercado que cresce a cada atualização do Banco Central.
Fonte: BPMoney, com informações do Banco Central. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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