Tramontina registra FIDC de R$ 249,5 milhões na CVM, com Safra na coordenação e Cultinvest na gestão
Oferta do FIDC Tramontina II saiu pelo rito automático nesta segunda-feira (26), para investidores profissionais; o primeiro fundo da marca, em 2021, levantou R$ 186,75 milhões com o Santander

Arte: Mundo das Fintechs (logos das empresas)
O FIDC Tramontina II, fundo de direitos creditórios que leva o nome da fabricante gaúcha de utensílios e ferramentas, teve registrada nesta segunda-feira (26) uma oferta de R$ 249,5 milhões em cotas, segundo os dados públicos de ofertas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O registro saiu no mesmo dia do pedido, pelo rito automático, e a oferta é restrita a investidores profissionais.
São 249,5 mil cotas, entre seniores e subordinadas mezanino, que serão distribuídas pelo MDA e negociadas no Fundos21, ambos da B3. O Banco Safra é o coordenador líder, em regime misto de colocação. A gestão é da Cultinvest Asset Management, e a S3 Caceis Brasil DTVM acumula as funções de administradora, custodiante e escrituradora do fundo.
Pelo registro, o lastro é pulverizado, ou seja, formado por muitos recebíveis de valor pequeno, e a emissão foi aprovada em 16 de outubro. Não há agência de classificação de risco indicada na ficha da oferta.
É a segunda vez que um fundo com a marca vai ao mercado. O FIDC Tramontina I fez sua oferta entre novembro e dezembro de 2021, sob a regra da antiga Instrução CVM 476, com o Santander como líder: foram R$ 186,75 milhões em cotas seniores, compradas por 12 fundos de investimento e 3 seguradoras. A nova oferta é 34% maior.
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Por que importa. Indústria grande vende a prazo para milhares de lojistas e não quer carregar esse prazo no balanço: transforma as duplicatas em cotas de FIDC e antecipa o caixa com o mercado. Cada fundo desses precisa de gestora, administradora, custodiante e tecnologia para analisar e cobrar recebíveis pulverizados, e é aí que fintech de crédito e de infraestrutura ganha dinheiro, em escala e com cliente que não para de vender.
Fonte: CVM (dados abertos de ofertas públicas). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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