Swap aposta no cartão de recebíveis, com limite garantido pelas vendas na maquininha, para o caixa apertado pelo split payment
Produto da empresa de infraestrutura financeira é vendido com a marca de subadquirentes e ERPs; antecipação de recebíveis de cartão cresceu 43% em 2025 e chegou a R$ 614 bilhões, segundo a Swap

Doug Storf, CEO e cofundador da Swap, no estande da empresa. Foto: Divulgação/Swap
A Swap, empresa brasileira de infraestrutura financeira (BaaS), aposta no seu cartão de recebíveis para atender empresas que devem ficar com o caixa mais apertado quando o split payment da reforma tributária começar a valer, a partir do segundo semestre de 2027. O produto é um cartão pós-pago cujo limite é garantido pelas vendas que o lojista já fez nas maquininhas e ainda vai receber. Os detalhes foram dados por Jonas Barros, gerente de Portfólio e Soluções da Swap, ao Finsiders Brasil, em conteúdo de marca publicado nesta quarta-feira (4).
No split payment, o imposto é recolhido no momento da venda, o que tira dinheiro do caixa das empresas e deve aumentar a procura por crédito entre empresas. Como os pagamentos com cartão ficam fora da primeira fase, as vendas no cartão ganham peso como garantia. A inclusão dos cartões no split ainda não tem regra nem data.
Segundo Barros, a pressão sobre o caixa já existe: a antecipação de recebíveis de cartão cresceu 43% em 2025, de R$ 428 bilhões para R$ 614 bilhões, mesmo com taxas que costumam ficar entre 2% e 3%. “Os recebíveis já estão sendo antecipados para gerar capital de giro. Isso já está acontecendo, e o split payment, quando vier, vai aumentar ainda mais essa demanda”, afirmou.
Na prática, o cartão considera recebíveis com liquidação prevista para até 25 dias. Uma venda que o lojista só receberia daqui a 25 dias já vira limite no cartão hoje; quando o recebível é liquidado, o dinheiro paga a fatura automaticamente. Segundo a Swap, o modelo pode sair mais barato que a antecipação tradicional e, em certas condições, ter custo zero para o lojista, porque a remuneração vem da taxa cobrada nas compras feitas com o cartão.
“O recebível já é a garantia de que aquela fatura nasce paga.”
Jonas Barros, gerente de Portfólio e Soluções da Swap, ao Finsiders Brasil
O cartão foi lançado em agosto e já tem clientes com pilotos marcados para dezembro. Ele é oferecido por subadquirentes, softwares de gestão, ERPs e plataformas de ponto de venda, com a marca de cada parceiro, sobre a infraestrutura da Swap. Como o crédito já nasce garantido, o parceiro não precisa financiar o limite. “Esse crédito é autofinanciado pelos próprios recebíveis daquele estabelecimento. O recebível já é a garantia de que aquela fatura nasce paga”, disse Barros.
Por que importa. Antecipar recebível de cartão já movimenta R$ 614 bilhões por ano, com taxa de 2% a 3%. Subadquirente, ERP ou software de ponto de venda que oferecer um cartão com limite garantido pelas vendas do próprio cliente ganha uma receita nova com a taxa das compras, sem precisar de capital para emprestar, e prende o lojista antes que o split payment aperte o caixa dele.
Fonte: Finsiders Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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