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Swile põe R$ 600 milhões no Brasil até 2030 e novo CEO quer que a operação de 1,5 milhão de usuários supere a da França

Denis Tassitano, ex-SAP Concur, assumiu a fintech francesa de benefícios em agosto e quer levar ao país a gestão de despesas e viagens corporativas

Por Redação Mundo das Fintechs · 19/10/2026 · 3 min de leitura
Swile põe R$ 600 milhões no Brasil até 2030 e novo CEO quer que a operação de 1,5 milhão de usuários supere a da França

Denis Tassitano, CEO da Swile Brasil, na sede da empresa: Divulgação/Swile

A Swile, fintech francesa de benefícios corporativos, vai investir mais R$ 600 milhões no Brasil até 2030 e tem um novo comando no país. Denis Tassitano, que chegou à empresa em agosto para sua primeira posição como CEO, disse ao InfoMoney nesta segunda-feira (19) que a meta é fazer a operação brasileira superar a da França, sede da companhia.

A Swile chegou ao Brasil em 2021 e já soma quase 1,5 milhão de usuários ativos. O país responde por 25% do volume global de negócios da empresa, que na França tem 4,5 milhões de usuários e fatura 4 bilhões de euros, segundo o executivo. A operação brasileira atingiu o ponto de equilíbrio (break-even) em menos de cinco anos, e a meta é crescer cerca de 40% ao ano em receita.

Segundo Tassitano, outros R$ 600 milhões já foram investidos no país, e o novo aporte também vem da matriz. O dinheiro vai para tecnologia, pessoas e parceiros, com adaptação do produto ao mercado brasileiro.

A próxima frente é a gestão de despesas corporativas e viagens (Travel & Expense), que a Swile já oferece na França. A solução será apresentada primeiro aos clientes atuais e depois ao restante do mercado. “Nosso objetivo é ser a carteira do trabalhador”, afirmou o executivo: na mesma conta, o usuário consome os benefícios de alimentação, bem-estar, viagem e despesas.

“Nosso objetivo é ser a carteira do trabalhador”

Denis Tassitano, CEO da Swile Brasil

Tassitano tem mais de duas décadas no mercado de tecnologia, com passagens pela TOTVS e cerca de 15 anos na SAP, onde liderou a SAP Concur, de despesas corporativas, na América Latina.

A entrevista acontece em meio à pressão regulatória sobre o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e à chegada de novos concorrentes. “A Swile, desde que começou, já começou com tarifas menores. Se as tarifas caírem ainda mais no Brasil, não vamos tomar nenhum susto”, disse. A empresa usa inteligência artificial no atendimento e na identificação de padrões de fraude, e o executivo defende que as equipes antifraude conversem com a concorrência.

Por que importa. O cartão de benefício deixou de ser o produto e virou a porta de entrada: quem já está no bolso de 1,5 milhão de trabalhadores pode vender despesas corporativas, viagens e serviços financeiros para a mesma base sem pagar para adquirir cliente. Para a fintech, o recado é que a receita está menos na tarifa do vale e mais no que se empilha em cima da conta.

Fonte: InfoMoney. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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