ABC Brasil lucra R$ 273,7 milhões no terceiro trimestre e carteira de crédito chega a R$ 60,4 bilhões
Banco focado em clientes corporativos cresce 15,5% em 12 meses na carteira expandida, com ROAE de 15,0% e Basileia de 16,2%

Ricardo Moura, diretor de RI do ABC Brasil: Divulgação/ABC Brasil
O Banco ABC Brasil (ABCB4), focado em clientes corporativos (Middle e Corporate), teve lucro líquido de R$ 273,7 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 6,4% sobre o segundo trimestre e de 6,6% sobre o mesmo período de 2025, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (5). O retorno sobre o patrimônio (ROAE) anualizado chegou a 15,0%, 68 pontos-base acima do 2T26.
A carteira de crédito expandida terminou setembro em R$ 60,4 bilhões, com avanço de 7,0% no trimestre e de 15,5% em 12 meses. O banco destacou os segmentos Corporate, com expansão de 19,2%, e Middle, com 14,5% (o comunicado não detalha o período de comparação dos segmentos). Segundo o banco, o resultado veio principalmente do aumento das margens com clientes e mercado e das receitas de serviços.
A margem financeira somou R$ 697,7 milhões, 5,8% a mais que no trimestre anterior e 7,0% acima do 3T25. O Índice de Basileia ficou estável em 16,2%, e o capital principal fechou o trimestre em 11,2%.
Para sustentar o crescimento, o ABC Brasil reforçou o capital duas vezes. Em setembro, emitiu R$ 600,9 milhões em Letras Financeiras Subordinadas Perpétuas, classificadas como Capital Complementar de Nível 1, o que acrescenta 105 pontos-base ao índice de capital de Nível 1 em bases pro-forma. Em outubro, o Banco Central homologou o aumento de capital de R$ 169 milhões anunciado no fim do primeiro semestre, que soma 27 pontos-base ao Índice de Basileia do 3T26, também em bases pro-forma.
“O terceiro trimestre de 2026 foi novamente marcado pelo equilíbrio entre expansão de carteira, manutenção da qualidade de crédito e rentabilidade”
Ricardo Moura, diretor de Relações com Investidores, Estratégia & Business Development do ABC Brasil, em comunicado
“Encerramos o trimestre com uma posição de capital sólida, que fortalece nossa capacidade de apoiar a expansão dos negócios com disciplina, segurança e geração de valor para nossos clientes e acionistas”, afirmou Ricardo Moura, diretor de Relações com Investidores, Estratégia & Business Development do banco.
Os ativos classificados pelo framework de finanças sustentáveis do banco e pela Taxonomia Verde da Febraban somaram R$ 24,9 bilhões em setembro, alta de 14,7% em 12 meses, e as captações sustentáveis no mercado local chegaram a R$ 719 milhões. No trimestre, o ABC Brasil entrou pela primeira vez na carteira do IDIVERSA B3, índice de diversidade de gênero e raça da bolsa.
Por que importa. Empresa média é um cliente que muitas vezes fica entre o bancão e a fintech de varejo, e o ABC Brasil mostra que dá para crescer nesse crédito (o segmento Middle avançou 14,5%) e ainda entregar ROAE de 15,0%. Para quem monta fintech, a brecha está na ponta de baixo desse mercado: antecipação de recebíveis, capital de giro e crédito com garantia para empresas que ainda não chegam ao middle de um banco como esse, com funding de FIDC ou de parceria com banco.
Fonte: Banco ABC Brasil (comunicado via PR Newswire). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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