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Infraestrutura cripto

Woovi lança três APIs de stablecoin com Pix e oferece PSAV as a Service a fintechs sem licença de cripto

CaaS, PSAV as a Service e Pix para stablecoin deixam empresas comprar, vender, guardar e enviar USDT e USDC; custódia e liquidação ficam com PSAVs parceiros autorizados pelo Banco Central

Por Redação Mundo das Fintechs · 06/11/2026 · 3 min de leitura
Woovi lança três APIs de stablecoin com Pix e oferece PSAV as a Service a fintechs sem licença…

Rafael Turk e Sibelius Seraphini, cofundadores da Woovi. Foto: Divulgação/Woovi

A Woovi, fintech cofundada por Rafael Turk e Sibelius Seraphini e instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central e participante direta do Pix, lançou nesta sexta-feira (6) três produtos de stablecoin por API: o CaaS (Crypto as a Service), o PSAV as a Service e o Pix para stablecoin. Com eles, outras empresas passam a oferecer compra, venda, guarda e envio de USDT e USDC aos próprios clientes, com entrada e saída em reais pelo Pix, sem precisar de autorização própria de prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV).

A divisão de papéis está descrita no anúncio. A empresa cliente cuida do produto, da marca e do relacionamento. A Woovi fica com a conta, o Pix, a API, a verificação de clientes (KYC) e a conciliação. A compra, a venda, a custódia e a liquidação das stablecoins são feitas por PSAVs parceiros autorizados pelo Banco Central, com segregação patrimonial e conciliação diária com os saldos na blockchain. A Woovi não informou quais são esses parceiros nem as taxas cobradas.

O Pix para stablecoin funciona 24 horas por dia: a empresa pede a cotação pela API, que volta com as taxas incluídas e fica travada para a operação, paga com Pix e recebe a stablecoin na carteira custodiada ou num endereço externo. Na venda, o PSAV converte a stablecoin em reais e a Woovi envia o Pix para a chave indicada. O USDT roda nas redes Polygon, Ethereum, Celo, Tron e BNB Chain; o USDC, em Polygon, Ethereum, Base, Celo e BNB Chain.

Entre os usos listados estão carteiras com saldo em stablecoin por cliente, pagamento a fornecedores no exterior em dólar digital, proteção do caixa contra o câmbio e checkout que aceita cripto. O PSAV as a Service mira fintechs, bancos digitais, exchanges, marketplaces e empresas que ainda estão no processo de autorização como sociedade prestadora de serviços de ativos virtuais (SPSAV), figura definida nas Resoluções BCB 519, 520 e 521. O fluxo inclui KYC e KYB, monitoramento on-chain (KYT), Travel Rule e limites por cliente.

“Sua empresa coloca stablecoins dentro do próprio produto sem precisar de autorização própria de PSAV, sem montar custódia e sem lidar diretamente com exchanges”

Woovi, no anúncio do CaaS

O lançamento chega no meio da corrida pelas licenças de cripto: o Banco Central lista 24 instituições já autorizadas e 120 empresas que pediram licença de SPSAV, como o Mundo das Fintechs mostrou. Montar estrutura própria exige capital a partir de R$ 10 milhões, o que já levou corretoras a procurar BaaS para PSAV, como em Fits e BS2. A própria Woovi lembra no anúncio que stablecoins não são moeda de curso legal nem têm garantia do FGC.

Por que importa. Montar um PSAV próprio exige capital a partir de R$ 10 milhões e autorização do Banco Central. Quem empacota Pix, compliance e um parceiro autorizado numa API vende atalho para fintechs, marketplaces e empresas de pagamento internacional que querem ganhar com dólar digital sem montar a estrutura inteira.

Fonte: Woovi (anúncios oficiais). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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