Woovi lança três APIs de stablecoin com Pix e oferece PSAV as a Service a fintechs sem licença de cripto
CaaS, PSAV as a Service e Pix para stablecoin deixam empresas comprar, vender, guardar e enviar USDT e USDC; custódia e liquidação ficam com PSAVs parceiros autorizados pelo Banco Central

Rafael Turk e Sibelius Seraphini, cofundadores da Woovi. Foto: Divulgação/Woovi
A Woovi, fintech cofundada por Rafael Turk e Sibelius Seraphini e instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central e participante direta do Pix, lançou nesta sexta-feira (6) três produtos de stablecoin por API: o CaaS (Crypto as a Service), o PSAV as a Service e o Pix para stablecoin. Com eles, outras empresas passam a oferecer compra, venda, guarda e envio de USDT e USDC aos próprios clientes, com entrada e saída em reais pelo Pix, sem precisar de autorização própria de prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV).
A divisão de papéis está descrita no anúncio. A empresa cliente cuida do produto, da marca e do relacionamento. A Woovi fica com a conta, o Pix, a API, a verificação de clientes (KYC) e a conciliação. A compra, a venda, a custódia e a liquidação das stablecoins são feitas por PSAVs parceiros autorizados pelo Banco Central, com segregação patrimonial e conciliação diária com os saldos na blockchain. A Woovi não informou quais são esses parceiros nem as taxas cobradas.
O Pix para stablecoin funciona 24 horas por dia: a empresa pede a cotação pela API, que volta com as taxas incluídas e fica travada para a operação, paga com Pix e recebe a stablecoin na carteira custodiada ou num endereço externo. Na venda, o PSAV converte a stablecoin em reais e a Woovi envia o Pix para a chave indicada. O USDT roda nas redes Polygon, Ethereum, Celo, Tron e BNB Chain; o USDC, em Polygon, Ethereum, Base, Celo e BNB Chain.
Entre os usos listados estão carteiras com saldo em stablecoin por cliente, pagamento a fornecedores no exterior em dólar digital, proteção do caixa contra o câmbio e checkout que aceita cripto. O PSAV as a Service mira fintechs, bancos digitais, exchanges, marketplaces e empresas que ainda estão no processo de autorização como sociedade prestadora de serviços de ativos virtuais (SPSAV), figura definida nas Resoluções BCB 519, 520 e 521. O fluxo inclui KYC e KYB, monitoramento on-chain (KYT), Travel Rule e limites por cliente.
“Sua empresa coloca stablecoins dentro do próprio produto sem precisar de autorização própria de PSAV, sem montar custódia e sem lidar diretamente com exchanges”
Woovi, no anúncio do CaaS
O lançamento chega no meio da corrida pelas licenças de cripto: o Banco Central lista 24 instituições já autorizadas e 120 empresas que pediram licença de SPSAV, como o Mundo das Fintechs mostrou. Montar estrutura própria exige capital a partir de R$ 10 milhões, o que já levou corretoras a procurar BaaS para PSAV, como em Fits e BS2. A própria Woovi lembra no anúncio que stablecoins não são moeda de curso legal nem têm garantia do FGC.
Por que importa. Montar um PSAV próprio exige capital a partir de R$ 10 milhões e autorização do Banco Central. Quem empacota Pix, compliance e um parceiro autorizado numa API vende atalho para fintechs, marketplaces e empresas de pagamento internacional que querem ganhar com dólar digital sem montar a estrutura inteira.
Fonte: Woovi (anúncios oficiais). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
Compartilhar no WhatsAppAs notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- Crédito
PicPay e crédito: CFO André Cazotto quer levar fatia nos clientes de 5% para até 12% e descarta EUA
Banco digital fica com só 5% a 6% do crédito que seus clientes tomam no mercado, tem 45 milhões de contas ativas e custo de cerca de US$ 1 por cliente ao mês; expansão fora do Brasil fica para depois de pelo menos dois a três anos

- Consórcio
Concash, do BTG, vê venda de cota de consórcio fechar em 71,9% dos casos com mais de 40% do contrato pago
Levantamento com mais de 13 mil negociações em 2026 mostra que a venda de cota não é só saída de quem não consegue pagar; entre contratos com até 2% pagos, a conversão foi de 50,5%

- Crédito privado
Grupo Lev emite R$ 65 milhões em notas comerciais com Itaú BBA e Santander e troca o Finimp pelo mercado de capitais
Dona das bicicletas elétricas Lev e das scooters Onn pagou CDI mais 3,9% ao ano por quatro anos, espera cortar R$ 10 milhões por ano em juros e se prepara para receber um sócio

- Tecnologia
Zup, do grupo Itaú, vira parceira Select da Anthropic e cresce 31% em receita de novos clientes em 2026
Empresa de tecnologia com faturamento acima de R$ 1 bilhão atende mais de 60 clientes, como Itaú, Porto e Ouribank, e já certificou 92% do quadro em inteligência artificial

