ABToken leva à CVM dois pilotos de tokenização com Itaú, Inter, Mercado Bitcoin e Parfin
Associação protocolou um piloto multirrede, que vai simular operações com debêntures e FIDCs, e um piloto institucional na rede Stellar; testes usam ativos e recursos fictícios

Regina Pedroso, diretora executiva da ABToken. Foto: Divulgação
A ABToken, a Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais, protocolou duas propostas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para testar a tokenização de ativos em redes de registro distribuído (DLT), informou o Valor nesta sexta-feira (6). Os dois projetos entram no Programa Piloto DLT da CVM, criado pela Resolução 249, de 14 de outubro.
O primeiro, chamado de piloto multirrede, prevê testes em redes diferentes, com operações simuladas de debêntures e FIDCs. A proposta reúne Banco Inter, Mercado Bitcoin, Parfin, Stellar, Chainlink e outras empresas, e quer avaliar a integração entre redes públicas e permissionadas.
O segundo, chamado de piloto institucional, tem escopo mais restrito e será feito na rede Stellar, com Itaú, Taurus e Cheesecake Labs. Segundo a associação, as duas propostas têm abordagens distintas, mas devem produzir informações complementares para a avaliação da CVM sobre o uso da tecnologia no mercado de capitais.
Os testes também vão avaliar a segurança das operações, a proteção de dados e ferramentas que permitam ao regulador acompanhar as transações nas redes e identificar riscos. Tudo acontece em ambiente experimental, com ativos e recursos fictícios, e não representa autorização para operações comerciais.
“Os testes serão realizados em ambiente experimental, com ativos e recursos fictícios, e não representam autorização para operações comerciais”
Valor Econômico, sobre os pilotos da ABToken
O programa da CVM permite simular emissão, oferta, distribuição, negociação, escrituração, custódia, depósito centralizado e liquidação de valores mobiliários em DLT, como ações, debêntures, certificados de recebíveis e cotas de fundos. Os relatórios finais dos participantes vão ao Colegiado da autarquia, com resultados, riscos e recomendações de mudança nas regras.
Por que importa. Quem testa agora na CVM chega primeiro quando a tokenização de debêntures e FIDCs sair do laboratório. Cada etapa da cadeia, da emissão à custódia e à ponte entre redes, vira serviço cobrado por operação, e a fintech brasileira que dominar uma delas tem mercado aberto entre bancos e gestoras que vão precisar tokenizar sem montar tudo em casa.
Fonte: Valor Econômico (06/11/2026) e CVM. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
Compartilhar no WhatsAppAs notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- Crédito
PicPay e crédito: CFO André Cazotto quer levar fatia nos clientes de 5% para até 12% e descarta EUA
Banco digital fica com só 5% a 6% do crédito que seus clientes tomam no mercado, tem 45 milhões de contas ativas e custo de cerca de US$ 1 por cliente ao mês; expansão fora do Brasil fica para depois de pelo menos dois a três anos

- Consórcio
Concash, do BTG, vê venda de cota de consórcio fechar em 71,9% dos casos com mais de 40% do contrato pago
Levantamento com mais de 13 mil negociações em 2026 mostra que a venda de cota não é só saída de quem não consegue pagar; entre contratos com até 2% pagos, a conversão foi de 50,5%

- Crédito privado
Grupo Lev emite R$ 65 milhões em notas comerciais com Itaú BBA e Santander e troca o Finimp pelo mercado de capitais
Dona das bicicletas elétricas Lev e das scooters Onn pagou CDI mais 3,9% ao ano por quatro anos, espera cortar R$ 10 milhões por ano em juros e se prepara para receber um sócio

- Tecnologia
Zup, do grupo Itaú, vira parceira Select da Anthropic e cresce 31% em receita de novos clientes em 2026
Empresa de tecnologia com faturamento acima de R$ 1 bilhão atende mais de 60 clientes, como Itaú, Porto e Ouribank, e já certificou 92% do quadro em inteligência artificial

