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Tokenização

ABToken leva à CVM dois pilotos de tokenização com Itaú, Inter, Mercado Bitcoin e Parfin

Associação protocolou um piloto multirrede, que vai simular operações com debêntures e FIDCs, e um piloto institucional na rede Stellar; testes usam ativos e recursos fictícios

Por Redação Mundo das Fintechs · 06/11/2026 · 3 min de leitura
ABToken leva à CVM dois pilotos de tokenização com Itaú, Inter, Mercado Bitcoin e Parfin

Regina Pedroso, diretora executiva da ABToken. Foto: Divulgação

A ABToken, a Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais, protocolou duas propostas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para testar a tokenização de ativos em redes de registro distribuído (DLT), informou o Valor nesta sexta-feira (6). Os dois projetos entram no Programa Piloto DLT da CVM, criado pela Resolução 249, de 14 de outubro.

O primeiro, chamado de piloto multirrede, prevê testes em redes diferentes, com operações simuladas de debêntures e FIDCs. A proposta reúne Banco Inter, Mercado Bitcoin, Parfin, Stellar, Chainlink e outras empresas, e quer avaliar a integração entre redes públicas e permissionadas.

O segundo, chamado de piloto institucional, tem escopo mais restrito e será feito na rede Stellar, com Itaú, Taurus e Cheesecake Labs. Segundo a associação, as duas propostas têm abordagens distintas, mas devem produzir informações complementares para a avaliação da CVM sobre o uso da tecnologia no mercado de capitais.

Os testes também vão avaliar a segurança das operações, a proteção de dados e ferramentas que permitam ao regulador acompanhar as transações nas redes e identificar riscos. Tudo acontece em ambiente experimental, com ativos e recursos fictícios, e não representa autorização para operações comerciais.

“Os testes serão realizados em ambiente experimental, com ativos e recursos fictícios, e não representam autorização para operações comerciais”

Valor Econômico, sobre os pilotos da ABToken

O programa da CVM permite simular emissão, oferta, distribuição, negociação, escrituração, custódia, depósito centralizado e liquidação de valores mobiliários em DLT, como ações, debêntures, certificados de recebíveis e cotas de fundos. Os relatórios finais dos participantes vão ao Colegiado da autarquia, com resultados, riscos e recomendações de mudança nas regras.

Por que importa. Quem testa agora na CVM chega primeiro quando a tokenização de debêntures e FIDCs sair do laboratório. Cada etapa da cadeia, da emissão à custódia e à ponte entre redes, vira serviço cobrado por operação, e a fintech brasileira que dominar uma delas tem mercado aberto entre bancos e gestoras que vão precisar tokenizar sem montar tudo em casa.

Fonte: Valor Econômico (06/11/2026) e CVM. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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