Agrolend detalha R$ 1 bilhão originado em 2026 por região: Sudeste lidera com R$ 377 milhões e fintech mira o Matopiba
Fintech de crédito agro, que passou de R$ 3 bilhões originados desde 2020, projeta carteira de R$ 2 bilhões em 2026 e informa inadimplência acima de 90 dias de 0,68%

André e Alan Glezer, cofundadores e co-CEOs da Agrolend: Reprodução/The AgriBiz
A Agrolend, fintech de crédito para o agronegócio regulada pelo Banco Central, divulgou nesta quinta-feira (5), em comunicado distribuído pela Agência Dino, como se dividiu por região o R$ 1,03 bilhão que originou entre janeiro e 28 de agosto de 2026. O Sudeste lidera, com R$ 377 milhões, seguido por Centro-Oeste (R$ 245 milhões), Sul (R$ 183 milhões), Norte (R$ 165 milhões) e Nordeste (R$ 49,9 milhões).
A marca de R$ 3 bilhões em crédito originado desde a fundação, em 2020, já tinha sido informada pela empresa em outubro, como mostrou a Veja em 14 de outubro. Segundo a Agrolend, o volume de 2026 já se aproxima de tudo o que foi originado em 2025, e a carteira, que fechou o ano passado em R$ 968 milhões, está projetada para dobrar e chegar a R$ 2 bilhões até dezembro.
O crescimento vem da mudança de rota de 2024, quando a Agrolend passou a concentrar a operação nas maiores indústrias de insumos, cooperativas, tradings e processadoras do país, com crédito estruturado e antecipação de recebíveis desenhados para o ciclo de cada cliente. No Sudeste, a empresa destaca os polos de cana e etanol em São Paulo e de café em Minas Gerais; no Norte, a expansão da soja e do milho no Pará, no Tocantins e em Rondônia.
O Nordeste, a menor fatia, é tratado como aposta de expansão: a Agrolend vê o Matopiba, que reúne áreas do Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins, como uma das maiores oportunidades para ampliar o relacionamento com indústrias, tradings e cooperativas locais.
“Chegar a R$ 3 bilhões mostra que a aposta nas maiores empresas do agro estava certa. Levamos crédito estruturado e ágil a todas as regiões do país”
André Glezer, co-CEO da Agrolend, em comunicado
A empresa diz manter alavancagem conservadora, com patrimônio líquido de R$ 502 milhões e inadimplência acima de 90 dias de 0,68%. A Agrolend é liderada pelos co-CEOs André Glezer e Alan Glezer, este também cofundador.
Por que importa. O agro é um dos maiores mercados de crédito do Brasil e ainda é mal atendido pelos bancos, porque o dinheiro entra no ritmo da safra, não no do mês. A Agrolend mostra que dá para crescer rápido e com inadimplência baixa ao escolher clientes grandes e casar o crédito com o ciclo de cada um. E o mapa por região mostra onde ainda sobra espaço: Norte e Nordeste somam pouco mais de R$ 200 milhões, e uma fintech que antecipe recebíveis de cooperativas e tradings dessas fronteiras agrícolas chega antes da concorrência.
Fonte: Agrolend (comunicado via Agência Dino). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
Compartilhar no WhatsAppAs notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- Crédito
PicPay e crédito: CFO André Cazotto quer levar fatia nos clientes de 5% para até 12% e descarta EUA
Banco digital fica com só 5% a 6% do crédito que seus clientes tomam no mercado, tem 45 milhões de contas ativas e custo de cerca de US$ 1 por cliente ao mês; expansão fora do Brasil fica para depois de pelo menos dois a três anos

- Consórcio
Concash, do BTG, vê venda de cota de consórcio fechar em 71,9% dos casos com mais de 40% do contrato pago
Levantamento com mais de 13 mil negociações em 2026 mostra que a venda de cota não é só saída de quem não consegue pagar; entre contratos com até 2% pagos, a conversão foi de 50,5%

- Crédito privado
Grupo Lev emite R$ 65 milhões em notas comerciais com Itaú BBA e Santander e troca o Finimp pelo mercado de capitais
Dona das bicicletas elétricas Lev e das scooters Onn pagou CDI mais 3,9% ao ano por quatro anos, espera cortar R$ 10 milhões por ano em juros e se prepara para receber um sócio

- Tecnologia
Zup, do grupo Itaú, vira parceira Select da Anthropic e cresce 31% em receita de novos clientes em 2026
Empresa de tecnologia com faturamento acima de R$ 1 bilhão atende mais de 60 clientes, como Itaú, Porto e Ouribank, e já certificou 92% do quadro em inteligência artificial

