Aliare, dona da Agrometrika, abre unidade em Campinas para levar análise de crédito agro com R$ 110 bilhões aprovados a São Paulo
Primeira base paulista do grupo de tecnologia para o agronegócio reúne gestão e análise de risco e fica perto de instituições financeiras; empresa fatura mais de R$ 200 milhões por ano

Carlos Barbosa, CEO da Aliare. Foto: Divulgação/Aliare
A Aliare, empresa de tecnologia para o agronegócio com sede em Goiânia, abriu em Campinas (SP) nesta quinta-feira (5) sua primeira unidade no estado de São Paulo, informou o Business Moment. O escritório tem capacidade para cerca de 50 posições de trabalho e vai receber, entre outras, a equipe da Agrometrika, plataforma de análise de risco e gestão de crédito comprada pela Aliare em outubro de 2025.
Segundo a companhia, cerca de R$ 110 bilhões em operações já foram aprovados com a plataforma da Agrometrika, usada por produtores, distribuidores e fornecedores de insumos. O número se refere ao crédito analisado com o sistema, e não a dinheiro emprestado pela própria Aliare.
A proximidade com instituições financeiras está entre os motivos apresentados para a escolha de Campinas. A nova base dá presença local a uma operação que já atende mais de cem clientes paulistas e junta, no mesmo endereço, os sistemas de gestão e a frente que avalia e acompanha o crédito que financia o campo.
“Queremos estar cada vez mais próximos do ecossistema de negócios paulista”, afirma Carlos Barbosa, CEO da Aliare. No comunicado, ele liga a abertura à oferta conjunta de soluções de gestão, crédito e dados.
“Queremos estar cada vez mais próximos do ecossistema de negócios paulista”
Carlos Barbosa, CEO da Aliare, segundo o Business Moment
Criada em 2021 pela união de empresas de tecnologia para o agro, a Aliare diz ter mais de 5 mil clientes e 84 mil usuários ativos, com receita bruta anual acima de R$ 200 milhões e crescimento entre 15% e 20% nos últimos anos. Em 2026, comprou o controle da Agrosys, de sistemas para agroindústrias de proteína animal, sua quarta aquisição. Com Campinas, o grupo passa a ter seis unidades em cinco estados, além de operações no Paraguai, no Peru e na Venezuela.
Por que importa. No agro, quem empresta muitas vezes não é banco: é a revenda de insumos, a cooperativa e o distribuidor, que precisam decidir rápido quem merece prazo. O modelo da Agrometrika é vender a análise de crédito, sem emprestar do próprio balanço, e a fintech que plugar essa análise a FIDCs e CPRs fica com a ponta do funding.
Fonte: Business Moment. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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