André Trench, diretor financeiro da Nomad, lança livro sobre como montar o financeiro do zero ao mercado de capitais
Em 'A Arquitetura do Capital', o executivo que passou pela tesouraria de Stone, Neon e PagBank defende tratar o financeiro como infraestrutura de decisão e propõe automatizar tesouraria e conciliação

André Trench, diretor financeiro da Nomad. Foto: Divulgação/Nomad
André Trench, diretor financeiro da Nomad, lançou o livro “A Arquitetura do Capital: como construir, escalar e automatizar a função financeira entre o zero e o mercado de capitais”. A obra foi apresentada em encontro na sede da Rede Líderes, segundo conteúdo de divulgação do lançamento publicado pela Dino no Valor Econômico em 16 de outubro. O livro sai pela A7Z, editora que integra a Rede Líderes.
A proposta central é tratar a área financeira como infraestrutura de decisão estratégica, e não como retaguarda. O livro aborda caixa e liquidez, risco, equity e dívida, custo interno do dinheiro, governança, automação e uso de inteligência artificial.
A base é a trajetória do autor em fintechs. Na Stone, Trench liderou tesouraria e riscos durante a preparação para o IPO e atuou na crise da Covid-19. Na Neon, estruturou do zero a área de captação de recursos e riscos financeiros. No PagBank, como diretor de Tesouraria e Mercado de Capitais, abriu acesso ao mercado institucional. Hoje, na Nomad, lidera todos os times de finanças, incluindo controladoria, tesouraria, riscos financeiros e banking. Na Nomad, a CFO é Natália Lima, que cuida de M&A, RI e estratégia; Trench responde pelos times de finanças.
Antes das fintechs, ele começou como office boy no Credit Suisse e chegou à área de Product Control, onde atuou também no Morgan Stanley e no BNP Paribas. Tem MBA executivo em finanças pelo Insper e é candidato ao nível três do CFA.
“Capital escasso obriga a decidir melhor. Quem nunca administrou escassez de verdade tende a tratar caixa com displicência”
André Trench, diretor financeiro da Nomad
“Capital escasso obriga a decidir melhor. Quem nunca administrou escassez de verdade tende a tratar caixa com displicência”, afirma Trench.
Um dos eixos do livro é o descompasso entre o estágio de crescimento de uma empresa e a maturidade da estrutura financeira. Para o autor, idade, faturamento ou tamanho da equipe não garantem solidez; a diferença está na profundidade da base financeira construída ao longo do tempo, e cada fase pede um perfil de liderança e de capital diferente.
Sobre bancos, investidores e mercado de capitais, Trench afirma que a confiança dessas contrapartes se consolida por recorrência e coerência: empresas que mantêm disciplina em ciclos de euforia tendem a ser ouvidas com mais atenção quando buscam recursos.
Na parte de tecnologia, o livro apresenta um modelo de automação que reduz tarefas manuais repetitivas, como as rotinas de tesouraria corporativa e de conciliação, e aplica as regras de classificação contábil na origem das operações. Com isso, o fechamento do mês passa a ser uma confirmação de dados.
O autor reconhece a cautela do financeiro com a inteligência artificial, pelo risco de erros com efeito contábil, fiscal e regulatório imediato, e lista cinco condições para a tecnologia gerar valor na área: dados organizados na origem, pessoas preparadas, cultura de dados na empresa inteira, processos desenhados antes da implantação e apoio da alta liderança.
Por que importa. Em fintech, o dinheiro do negócio passa pela tesouraria: funding, captação e liquidez definem quanto a empresa consegue emprestar ou movimentar. Quem chega ao banco ou ao investidor com histórico de disciplina e números conciliados capta melhor, e o financeiro automatizado desde cedo é o que permite crescer sem quebrar o caixa.
Fonte: Valor Econômico (conteúdo de divulgação Dino). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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