Pix chega a 55,2% das transações do país e taxa da maquininha no crédito cai para 2,11%, mostra o Banco Central
Foram quase 44 bilhões de operações via Pix no primeiro semestre, alta de 19,4%; Pix Automático saltou de 4 milhões para 9,5 milhões de transações em um trimestre

Pagamento por aproximação na maquininha. Foto: HLundgaard/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
O Pix respondeu por 55,2% de todas as transações de pagamento feitas no Brasil no primeiro semestre de 2026, segundo as Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões divulgadas pelo Banco Central nesta terça-feira (27). Foram quase 44 bilhões de operações, alta de 19,4% sobre o mesmo período de 2025, quando o Pix respondia por 50,9% do total.
No conjunto, o país fez 79,7 bilhões de transações no semestre, que movimentaram R$ 71,9 trilhões. A quantidade cresceu 12,3% e o valor, 20,8%. Em valor, a TED segue na frente, com 32,7%, e o Pix vem em segundo, com 28,1%.
O Pix Automático, usado em cobranças recorrentes como assinaturas e mensalidades, ganhou escala: foram 9,5 milhões de transações no segundo trimestre, somando R$ 3,5 bilhões, contra 4 milhões de operações e R$ 2,3 bilhões no primeiro. Na forma de pagar, o QR code dinâmico liderou no segundo trimestre, com 43,2% das transações via Pix, à frente da chave Pix (37,2%).
Para o lojista, o dado mais importante é a taxa de desconto (MDR), cobrada em cada venda no cartão. No crédito, a média caiu de 2,24% no primeiro semestre de 2025 para 2,11% em 2026; no débito, de 1,08% para 1,06%. Já a tarifa de intercâmbio do crédito, que remunera o banco emissor, subiu para 1,7%, o que o BC atribui em parte aos cartões premium, que chegaram a 80,9 milhões, alta de 34% em um ano. Os cartões básicos caíram 20,8%.
“Pix: 55,2% das transações de pagamento do país no primeiro semestre de 2026, contra 50,9% um ano antes”
Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões, Banco Central
Os cartões somaram 24,5 bilhões de transações no semestre, ou 30,8% do total. Compras pela internet foram 22% das transações no crédito no segundo trimestre, e os pagamentos recorrentes chegaram a 10,6%, ante 9,4% um ano antes. Nas lojas físicas, a aproximação já é a forma mais usada: 46% das transações no crédito e 57,7% no débito.
Saques seguem em queda, com 1,2 bilhão de operações no semestre, 10,3% a menos. O Pix Saque recuou 21%, para 6 milhões de transações, e o cheque já responde por só 0,4% do valor movimentado.
Por que importa. Com o Pix em mais da metade das transações e a margem da maquininha encolhendo, o dinheiro para fintech de pagamentos está migrando da taxa por venda para o que vem em volta do Pix: cobrança recorrente com Pix Automático, que mais que dobrou em um trimestre, conciliação e crédito para o lojista. Quem montar cobrança e recebíveis em cima do Pix pega o fluxo que a maquininha está perdendo.
Fonte: Banco Central, via E-Commerce Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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