ANTI, fintech do Grupo DUX, antecipa R$ 350 milhões para a economia criativa e mira R$ 600 milhões acumulados até o fim de 2026
De Juiz de Fora, empresa antecipa contratos de agências, produtoras e criadores olhando quem paga a conta, e diz ter inadimplência abaixo de 0,1%

Os fundadores João Pedro Novochadlo, Luiz Octávio Gonçalves Neto, Thiago Tiburcio e Lucas Albino. Foto: Divulgação/ANTI
A ANTI, fintech do Grupo DUX criada em Juiz de Fora (MG), já antecipou R$ 350 milhões em recebíveis da economia criativa em dois anos e prevê fechar 2026 com R$ 600 milhões originados no total desde o início, segundo números da empresa publicados nesta quinta-feira (5) em coluna do InfoMoney.
Hoje a operação roda cerca de R$ 40 milhões por mês, em mais de 4,1 mil operações para mais de 125 clientes, entre eles Mynd, Curta e Fibra. A empresa afirma ter inadimplência abaixo de 0,1%. A taxa da antecipação fica entre 1,5% e 3,9% ao mês.
O modelo ataca um gargalo conhecido de agências, produtoras e criadores de conteúdo: o projeto é entregue e o pagamento do anunciante leva de 60 a 120 dias para cair. Na ANTI, o cliente sobe o contrato, a nota ou a ordem de compra; inteligência artificial e analistas validam o pagador e o prazo, com aprovação média de 57 minutos, e o dinheiro cai em até 24 horas. O crédito é lastreado no próprio recebível, ou seja, o risco analisado é o de quem paga, não o de quem recebe.
A DUX nasceu em 2020, fundada por Luiz Octávio Gonçalves Neto, hoje CEO, com curadoria de notícias de cripto e virou uma comunidade de criptojogos, que recebeu R$ 10 milhões da Old Fashion Research e da Animoca Brands em 2022. Em 2024 lançou a antecipação de recebíveis, que começou a rodar em agosto daquele ano, mesmo mês em que João Pedro Novochadlo chegou como CMO. Em 2026 a operação ganhou o nome ANTI.
“R$ 350 milhões antecipados em dois anos, com R$ 40 milhões por mês”
ANTI, via InfoMoney
A ANTI ainda não é banco: as operações de recebíveis rodam por uma factoring do grupo, e a holding tem autorização da CVM como plataforma de investimento participativo. Ser um banco de nicho é a ambição declarada. A startup passou pela aceleração Next, da Fenasbac, venceu a etapa brasileira da Fintech World Cup e, segundo a Folha, estrutura um fundo de R$ 100 milhões para o setor.
Além de Luiz Octávio e de Novochadlo, a liderança inclui Lucas Albino, COO, e Thiago Tiburcio, CAO, segundo a Folha. O InfoMoney apresenta os quatro como fundadores.
Por que importa. Antecipar recebíveis de quem tem cliente grande e prazo longo é crédito com margem e risco menor, porque quem paga é o anunciante. Vale para nichos que o banco não entende: a fintech que aprende a ler o contrato de um setor ganha o setor inteiro, e pode financiar a carteira com FIDC.
Fonte: InfoMoney. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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