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Pagamentos

Appmax vê contestações subirem 31% a 32% no fim do ano, mas só 10% a 13% das que chegam em dezembro e janeiro vêm da semana de ofertas; Pix já é a forma preferida de 42%

Pesquisas de Appmax, Mercado Pago, Serasa Experian e Adyen para a temporada de compras mostram consumidor que planeja, parcela e tem medo de golpe; 60% desistem quando não acham o meio de pagamento que querem

Por Redação Mundo das Fintechs · 30/10/2026 · 3 min de leitura
Appmax vê contestações subirem 31% a 32% no fim do ano, mas só 10% a 13% das que chegam em…

Betina Wecker, cofundadora e CRO da Appmax. Foto: Divulgação/Appmax

A Appmax, plataforma de pagamentos para lojas virtuais, registra alta de 31% a 32% nas contestações de compras entre novembro e dezembro, tanto em 2024 quanto em 2025, mas a semana da Black Friday responde por uma fatia pequena das contestações que chegam em dezembro e janeiro, segundo reportagem do Finsiders Brasil publicada nesta sexta-feira (30). A Black Friday deste ano está marcada para 27 de novembro.

“Das contestações que chegam em dezembro e janeiro, cerca de 40% são de compras de dezembro, um terço de compras de novembro e só 10% a 13% da semana da Black Friday”, disse Betina Wecker, cofundadora e CRO da Appmax. Segundo ela, as contestações se dividem quase meio a meio entre fraude e desacordo comercial. Segundo a Appmax, na sexta-feira da Black Friday a taxa de fraude fica em 0,89%, e o parcelamento médio na safra da data é de 3,65 parcelas, contra 3,82 no resto do ano.

Na Appmax, a taxa de chargeback, a contestação aberta pelo titular do cartão para pedir o dinheiro de volta, caiu 49% ao longo de 2025, e a aprovação no cartão passou de 96% no primeiro semestre de 2026. “Nenhuma ferramenta de prevenção resolve sozinha. O que funciona é combinar camadas e pôr atrito só onde o risco pede”, afirmou a executiva.

Do lado do consumidor, o Panorama de Consumo do Mercado Pago, feito com 3.345 usuários e divulgado na quarta-feira (28), mostra que o Pix já é a principal forma de pagamento para 42% dos compradores da temporada, 13 pontos percentuais acima de 2025, e encosta no cartão de crédito, com 46%. O cartão de débito caiu de 9% para 4,1% das menções em um ano. Metade dos entrevistados vai parcelar, e 64% desse grupo fica em até seis vezes. “Entre quem pretende gastar acima de R$ 5 mil, 55% querem 12 vezes ou o máximo possível sem juros”, disse Felipe Castaño, diretor sênior de crescimento e marketing do Mercado Pago.

“Das contestações que chegam em dezembro e janeiro, cerca de 40% são de compras de dezembro, um terço de compras de novembro e só 10% a 13% da semana da Black Friday.”

Betina Wecker, cofundadora e CRO da Appmax, ao Finsiders Brasil

A pesquisa da Serasa Experian aponta que 86% dos consumidores já desistiram de uma promoção por medo de fraude ou golpe e que 53% temem ataques digitais na Black Friday. Entre os propensos a comprar na Black Friday, 78% têm faturas acima de R$ 500, e 22% dos entrevistados pretendem aumentar o limite do cartão. Segundo a Adyen, 60% dos brasileiros desistem da compra quando não encontram a forma de pagamento preferida no checkout.

Para Daniel Tafelli, vice-presidente de produtos e parcerias da Adyen para a América Latina, oferecer muitos meios de pagamento sem uma estrutura única aumenta a complexidade: o Pix liquida no mesmo dia, enquanto o crédito parcelado envolve antecipação ou recebíveis em até 12 meses. Na avaliação dele, descontos agressivos no Pix, como os de 10%, só compensam quando trazem uma venda que não aconteceria sem o abatimento.

Por que importa. Na Black Friday o lucro do lojista se decide no checkout: aprovar mais compras sem engolir fraude e contestação. Quem vende antifraude, gestão de chargeback, Pix com desconto calibrado e conciliação de vários meios de pagamento numa só conta tem cliente certo em todo e-commerce pequeno e médio, que não tem time para fazer isso sozinho.

Fonte: Finsiders Brasil. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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