BlockBR põe consórcio de imóveis em blockchain com a ConsorX, que já vendeu R$ 96 milhões em cartas e mira R$ 1 bilhão em oito meses
Plataforma B2B oferece grupos exclusivos e marca própria para incorporadoras, registra cada cota em blockchain e cria uma mesa para revender cotas de quem quer sair do grupo

Cássio J. Krupinsk, CEO da BlockBR. Foto: Divulgação/BlockBR
A BlockBR, empresa de infraestrutura para operações de ativos estruturados, colocou o consórcio imobiliário em blockchain com a ConsorX, plataforma de consórcio digital voltada a empresas. A ConsorX, anunciada em outubro, chega com mais de R$ 96 milhões em cartas de crédito já comercializadas e projeta alcançar R$ 1 bilhão nos próximos oito meses, segundo o FIDC News.
O volume vendido até aqui vem de um grupo que já estava em operação antes da camada digital. Segundo a empresa, essa primeira fase mostrou demanda de incorporadoras médias e de empresas com pouco acesso ao crédito bancário, o que levou a ConsorX a se concentrar no público B2B.
São dois produtos. No Grupo Exclusivo, incorporadoras formam grupos fechados, com análise prévia dos participantes e garantias em contrato, e disputam a contemplação por lance para usar as cartas em obras ou na compra de terrenos. No White Label, incorporadoras, redes e cooperativas vendem cotas com a própria marca para a sua base de clientes. A constituição e a administração dos grupos ficam com uma administradora autorizada, identificada nos contratos.
“Queremos oferecer às incorporadoras uma solução para integrar o consórcio à sua estratégia comercial, com a própria marca e em conjunto com uma administradora autorizada”, afirma Fernando Faria, sócio da ConsorX. Nos dois formatos, a contemplação ocorre por sorteio ou lance, sem prazo garantido para a liberação do crédito.
“Quando um mercado cria barreira, ele cria oportunidade.”
Cássio J. Krupinsk, CEO da BlockBR
A BlockBR registra em blockchain cada evento da vida da cota, da adesão às parcelas pagas, lances e transferências, e digitaliza a conciliação e o acompanhamento da carteira entre distribuidor, administradora e cotista. “Quando um mercado cria barreira, ele cria oportunidade”, diz Cássio J. Krupinsk, CEO da BlockBR. “Entramos com infraestrutura, suporte jurídico e operacional para que esse negócio cresça em ambiente institucional.”
Outra frente é uma mesa de transferência para quem precisa sair do grupo, como alternativa ao cancelamento. A venda depende de um comprador interessado e da anuência prévia da administradora. “Nosso objetivo é proporcionar um mercado secundário mais justo, oferecendo liquidez e melhores alternativas para quem vende a cota”, afirma Fábio Maragno, sócio da ConsorX. A estrutura também prevê a entrada de investidores institucionais, no financiamento de lances, com crédito de instituição autorizada, e na compra de cotas no mercado secundário.
O consórcio vendeu R$ 500,27 bilhões em créditos em 2025, alta de 32,1% sobre o ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). Os imóveis responderam por R$ 283,53 bilhões, com alta de 48,4%. A assessoria jurídica da operação é do Pinheiro Neto Advogados, que escolheu a empresa para o seu Programa de Aceleração Jurídica.
Por que importa. O consórcio de imóveis vendeu R$ 283,5 bilhões em 2025, e titularidade, backoffice e governança das cotas ainda são feitos de forma manual e fragmentada, segundo a BlockBR. Quem levar registro digital, revenda de cotas e funding de lances para esse mercado vende tecnologia para administradoras e incorporadoras e abre um mercado secundário para investidores: a ConsorX diz já ter vendido R$ 96 milhões em cartas.
Fonte: FIDC News. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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