Lead Bank, que dá a infraestrutura bancária do Nubank nos EUA, caminha para passar de 600 milhões de dólares de receita em 2026, mais que o dobro de 2025
Banco de Kansas City controlado por Jackie Reses, ex-Goldman e ex-Block, também atende Stripe e Affirm e foi avaliado em US$ 1,5 bilhão; o Nubank usa o parceiro para lançar conta nos EUA enquanto espera a licença própria

Jackie Reses, CEO e maior acionista do Lead Bank (Divulgação/Lead Bank)
O Lead Bank, banco de Kansas City, no Missouri, que dá a infraestrutura bancária para fintechs como Nubank, Stripe e Affirm nos Estados Unidos, está a caminho de passar de US$ 600 milhões em receita até o fim de 2026, mais que o dobro do previsto para 2025, segundo perfil da Bloomberg de 22 de outubro, republicado pela Bloomberg Línea no sábado (31).
A maior acionista é Jackie Reses, de 56 anos, ex-Goldman Sachs, Yahoo e Block, a empresa de Jack Dorsey. Ela controla 40% do banco, comprado em um negócio de US$ 56 milhões concluído em agosto de 2022, principalmente com dinheiro próprio. O investidor Micky Malka a convenceu a trazer capital de fora e também investiu. No ano passado, o Lead captou US$ 70 milhões, com Ribbit Capital, Khosla Ventures e Andreessen Horowitz, e foi avaliado em US$ 1,5 bilhão. A BlackRock também é investidora.
Nos EUA, muitas fintechs não conseguem oferecer a maior parte dos serviços sem um banco por trás. É esse o papel do Lead. O Nubank recebeu em janeiro aprovação condicional para uma licença bancária nacional e, enquanto isso, fechou parceria com o Lead para lançar operações bancárias no país mais rápido.
O modelo enfrenta dois desafios. Parte dos clientes de fintech está virando banco, o que pode diminuir a dependência do Lead. E concorrentes como Column, Coastal Financial e Cross River fazem o mesmo trabalho; a Coastal registrou recentemente uma provisão de quase US$ 70 milhões para possíveis perdas em uma carteira ligada a um parceiro de fintech.
“As pessoas não percebem o quão rigoroso é, do ponto de vista operacional, abrir um banco”
Jackie Reses, CEO e maior acionista do Lead Bank
Reses já tinha montado um banco do zero na Block, que virou banco nos EUA em 2020 para sustentar o crédito. Ela diz que, mesmo com fintechs pedindo licença própria, muitas não vão seguir esse caminho: “Na verdade, vocês têm parceiros que poderiam alcançar o que precisam alcançar sem todos os custos e encargos para o seu negócio”.
Por que importa. Ter licença custa caro e leva anos, e o Lead mostra quanto vale ser o banco por trás de quem ainda não tem: são US$ 600 milhões de receita emprestando a estrutura de banco para fintechs. No Brasil, o mesmo papel é das empresas de BaaS, e cada fintech nova que nasce sem licença própria é cliente delas.
Fonte: Bloomberg Línea (Bloomberg). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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