Febraban abre mutirão com mais de 160 instituições para renegociar dívidas até 30 de novembro; em março, foram 2,7 milhões de contratos, recorde
Cartão de crédito, cheque especial e consignado em atraso entram; financiamentos com bem em garantia e dívidas prescritas ficam de fora. Desde 2019, mais de 38,3 milhões de contratos foram renegociados

Amaury Oliva, diretor da Febraban. Foto: Divulgação/Febraban. Arte: Mundo das Fintechs
Começou no domingo (1º) e vai até 30 de novembro o Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em parceria com o Banco Central, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o Colegiado Nacional de Procons Estaduais e a Associação Brasileira de Procons (ProconsBrasil). Participam mais de 160 instituições financeiras e entidades parceiras.
Podem ser renegociadas dívidas em atraso, desde que não estejam prescritas, de cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e outras modalidades contratadas com bancos e instituições financeiras. Ficam de fora as dívidas com bens dados em garantia, como financiamentos de veículos, motocicletas e imóveis.
As condições variam: cada instituição define o que oferece, de acordo com a sua política de crédito. Entre as possibilidades estão alongamento de prazos, redução de taxas, mudança nas condições de pagamento e migração para modalidades de crédito mais baratas. A negociação é feita nos canais oficiais da instituição credora ou pelo portal Consumidor.gov.br, com conta gov.br nível prata ou ouro. A lista de participantes está na página Meu Bolso em Dia, da Febraban.
O mutirão faz parte do calendário permanente do setor e acontece duas vezes por ano, em março e em novembro. Na edição de março, os bancos repactuaram 2,7 milhões de contratos em atraso, recorde e 56% acima dos 1,4 milhão de acordos de março de 2025. Desde a primeira edição, em 2019, o total passa de 38,3 milhões de contratos renegociados.
“Negociar é um passo importante para ajudar o consumidor a reorganizar sua vida financeira, e a prevenção ao superendividamento é fundamental.”
Amaury Oliva, diretor de Cidadania Financeira e Relações com o Consumidor da Febraban
“Negociar é um passo importante para ajudar o consumidor a reorganizar sua vida financeira, e a prevenção ao superendividamento é fundamental. A educação financeira contribui para escolhas mais conscientes sobre o orçamento e o uso do crédito, ajudando as famílias a manter suas finanças equilibradas”, afirma Amaury Oliva, diretor de Cidadania Financeira e Relações com o Consumidor da Febraban.
Na edição de março, segundo a federação, a divulgação na plataforma Meu Bolso em Dia somou 50 milhões de impressões, alcançou 10 milhões de pessoas e gerou 104 mil sessões, engajamento 76% maior que o de novembro de 2025.
Por que importa. Cobrar e renegociar dívida virou negócio: 2,7 milhões de acordos em um único mês mostram o tamanho da demanda. A fintech que oferece renegociação digital, cobrança com IA ou troca de dívida cara por crédito mais barato vende para as mais de 160 instituições que precisam fazer isso em escala, e ganha por acordo fechado.
Fonte: Febraban. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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