BLOXtrade, de Diego Martins, ganha registro antilavagem no Canadá e soma 2 licenças na América do Norte para liquidar pagamentos B2B com cripto
Fintech brasileira registrou a subsidiária de Calgary na FINTRAC e já tinha cadastro na FinCEN, nos Estados Unidos; foco são empresas e tradings que movimentam dinheiro entre países

Diego Martins, sócio-fundador da BLOXtrade. Foto: Divulgação/BLOXtrade
A fintech brasileira BLOXtrade concluiu o registro como prestadora de serviços monetários com moedas virtuais no Canadá, informou o portal BitNotícias neste domingo (25). O cadastro foi feito pela subsidiária BLOXTRADE Inc., sediada em Calgary, no Financial Transactions and Reports Analysis Centre of Canada (FINTRAC), a unidade de inteligência financeira canadense responsável pelo combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
O registro, na categoria Money Services Business (MSB), recebeu o número N300002067. Ele se soma ao que a empresa já mantém nos Estados Unidos, na Financial Crimes Enforcement Network (FinCEN), ligada ao Departamento do Tesouro americano, em nome da BLOXTRADE LLC, no estado de Montana.
Com os dois cadastros, a BLOXtrade quer reforçar a atuação no mercado institucional de ativos digitais e oferecer liquidação internacional a empresas, instituições financeiras e tradings que precisam movimentar recursos entre países. O registro obriga a companhia a manter programa de compliance, identificar e verificar clientes, guardar registros das transações, comunicar operações às autoridades e seguir a Travel Rule, que exige identificar remetente e beneficiário em transferências de ativos virtuais.
“Empresas e tradings que movimentam recursos em escala global não buscam apenas preço e velocidade. Buscam uma contraparte cujos controles possam ser verificados”, afirmou Diego Martins, sócio-fundador da BLOXtrade. Segundo ele, qualquer parceiro bancário ou cliente corporativo pode confirmar os registros em fontes públicas.
“Empresas e tradings que movimentam recursos em escala global não buscam apenas preço e velocidade. Buscam uma contraparte cujos controles possam ser verificados”
Diego Martins, sócio-fundador da BLOXtrade
A empresa diz que pretende levar a mesma estrutura a outras jurisdições. “Nosso plano é seguir ampliando essa estrutura em outras jurisdições, de forma que o cliente B2B encontre na BLOXtrade um único parceiro capaz de operar liquidações transfronteiriças com os mesmos padrões de controle exigidos por reguladores no Brasil, nos Estados Unidos e no Canadá”, disse Martins.
Por que importa. Pagamento internacional entre empresas ainda é caro e lento, e quem cobra pela liquidação fica com uma fatia de cada operação. O que destrava esse cliente é a licença: uma fintech pequena que monta registros verificáveis em vários países consegue vender para tradings e bancos parceiros que nunca aceitariam uma contraparte sem compliance comprovado.
Fonte: BitNotícias. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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