Jefferson Araújo, fundador do Pluga Bank, cria a Banux sem rodada de investimento e vende BaaS, fundos e crédito a outras empresas
Empreendedor mineiro comprou a Finvest DTVM, montou a holding com dois sócios e diz que cada negócio financiou o seguinte

Jefferson Araújo, fundador da Banux, em entrevista à Record News. Foto: Reprodução/Record News
O empreendedor mineiro Jefferson Araújo, criador de uma série de startups, entre elas o Pluga Bank, montou a Banux sem recorrer a rodadas de investimento. Em entrevista ao programa Inovação & Negócios, da Record News, na sexta-feira (23), ele contou que financiou a expansão dos negócios com recursos gerados pelas próprias empresas.
A Banux foi criada em fevereiro de 2026, segundo a Record News. Para montá-la, Araújo comprou a Finvest DTVM, que pertencia a Luís Cláudio Garcia de Souza, e se juntou a dois sócios: Luiz Tastaldi e Evandro Santos, que passou por Singulare e QI Tech, informou o Valor Econômico em setembro. A proposta da holding é ser uma plataforma completa de soluções para o sistema financeiro.
No site, a Banux reúne quatro frentes. Em banking as a service, oferece conta digital PF e PJ, conta escrow, white label, core banking, Pix, boletos e open banking. Em fundos as a service, atende FIDC, FII, FIP, FIC, FIM e Fiagro. Há ainda uma área de risco, com onboarding digital, assinatura eletrônica e antifraude para Pix, e uma de crédito, com operações de mercado de capitais (DCM), nota comercial e carteira de cobrança.
Araújo diz que passou mais de 15 anos no setor de tecnologia, do desenvolvimento de softwares para empresas até a Banux. “Eu sempre fui um empreendedor bootstrap. Então, para construir um novo negócio, aquele anterior precisava entregar resultado para financiar o próximo. Então, sempre fui construindo, gerando receita, patrimônio, capital para investir nas novas empresas”, afirmou à Record News.
“Eu sempre fui um empreendedor bootstrap. Então, para construir um novo negócio, aquele anterior precisava entregar resultado para financiar o próximo”
Jefferson Araújo, fundador da Banux e do Pluga Bank, à Record News
Segundo ele, o conhecimento técnico não bastou para sustentar o crescimento. “No final do dia, eu tenho um conceito de que existe uma única profissão, que é vendedor”, disse. “Você vende solução para o seu cliente, mas eu preciso vender também para um novo sócio e embarcar nessa operação para tocar.”
Por que importa. Quem tem uma DTVM e uma pilha própria de tecnologia pode cobrar de vários lados ao mesmo tempo: tarifa por conta e por Pix das fintechs que alugam a estrutura, taxa de administração dos fundos e comissão nas operações de crédito. A Banux mostra que dá para montar esse negócio de infraestrutura comprando uma licença pronta e crescendo com o caixa da operação, sem esperar um fundo de venture.
Fonte: Record News (R7). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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