Citi corta preço-alvo de Nubank para US$ 13, PicPay para US$ 16 e Inter para US$ 4 e vê risco de crédito em 2027
Para o terceiro trimestre, banco ainda projeta lucro em alta em 12 meses nos três, mas espera que eles freiem a expansão das carteiras no ano que vem

David Vélez, fundador e CEO do Nubank. Foto: Web Summit Rio/Flickr (CC BY 2.0)
O Citi reduziu o preço-alvo de Nubank, PicPay e Inter em relatório noticiado nesta quinta-feira (5), antes dos balanços do terceiro trimestre de 2026, e avisou que os riscos de crédito para os bancos digitais em 2027 estão aumentando, como mostrou o Estadão/Broadcast.
Os analistas Gustavo Schroden e Arnon Shirazi baixaram o preço-alvo do Nubank de US$ 14,50 para US$ 13 por ação e o do PicPay de US$ 24 para US$ 16, depois de atualizar as premissas macroeconômicas. O do Inter caiu de US$ 6,10 para US$ 4, principalmente por causa de uma alta no custo de capital próprio. Os novos valores indicam potencial de alta de 8,4%, 20,4% e 1,1%, respectivamente.
Para o terceiro trimestre, o Citi ainda espera lucro em alta. No Nubank, a projeção é de lucro líquido recorrente de US$ 1,1 bilhão, 34% a mais em 12 meses. No Inter, de R$ 426 milhões, alta de 27% em 12 meses e de 1% no trimestre. No PicPay, de R$ 256 milhões de lucro ajustado, alta de 143% em um ano, mas queda de 10% sobre o trimestre anterior, com provisões mais altas.
A casa diz que os três devem seguir com crescimento forte de crédito, mas com alguma moderação, e que o custo de risco deve continuar elevado. Para 2027, a expectativa é que a demanda fique mais fraca e a qualidade das carteiras piore aos poucos, o que deve levar os bancos digitais a priorizar a gestão de risco em vez da expansão, com carteiras crescendo menos.
“De US$ 14,50 para US$ 13: o novo preço-alvo do Nubank no Citi”
Citi, via Estadão/Broadcast
Por que importa. Quando os grandes bancos digitais pisam no freio do crédito, sobra cliente bom sem oferta. É a janela para fintech de nicho que conhece bem um público (MEI, consignado privado, crédito com garantia de recebíveis) e consegue medir o risco melhor que o modelo geral, emprestando com margem e funding de FIDC.
Fonte: Estadão/Broadcast. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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