Pix no consulado: Lisboa será o primeiro posto do Brasil no mundo a aceitar Pix, em piloto com Buenos Aires
Consulado-Geral, que recebeu mais de 50 mil pedidos no 1º semestre, deve estrear o pagamento ainda em novembro; data, comissões e câmbio ainda não foram divulgados

Alessandro Candeas, cônsul-geral do Brasil em Lisboa. Foto: Defensoria Pública da União/Wikimedia Commons (CC0)
O Pix no consulado vai começar por Lisboa. O Consulado-Geral do Brasil na capital portuguesa será o primeiro posto consular brasileiro no mundo a aceitar pagamentos por Pix, em um projeto-piloto que deve estrear ainda em novembro, segundo o DN Brasil, braço do Diário de Notícias para a comunidade brasileira em Portugal, que publicou a informação na quinta-feira (5). O procedimento precisava de autorização do Itamaraty, e o pedido havia sido feito meses atrás.
Além de Lisboa, o consulado de Buenos Aires, na Argentina, participa da primeira fase. A ideia é que o modelo seja depois levado a outros postos consulares pelo mundo. Os detalhes técnicos ainda serão divulgados, mas a expectativa é que serviços como emissão de passaporte e certidões possam ser pagos com Pix.
Segundo o site português Hora H, ainda não foram anunciados a data exata de estreia, eventuais comissões, as regras de conversão cambial nem se todos os serviços pagos poderão usar o Pix desde o primeiro dia. Também não foi informado se o pagamento será feito por QR Code ou por outro mecanismo de cobrança.
A procura explica a escolha. No primeiro semestre de 2026, o Consulado-Geral em Lisboa recebeu mais de 50 mil pedidos de atendimento, alta de cerca de 17% sobre o mesmo período do ano anterior, com média acima de 8.400 por mês. Foram emitidos 9.386 passaportes no período, segundo dados do DN Brasil citados pelo Hora H.
“O posto de Lisboa vai assumir a liderança do projeto-piloto para que o Pix seja implementado nas repartições consulares brasileiras”
DN Brasil, com informação confirmada pelo consulado
O Pix já é aceito em parte do comércio português desde o fim de 2024, por meio de parcerias entre instituições financeiras, fintechs e empresas de câmbio autorizadas. Segundo o DN Brasil, o Banco Central informa que o Pix já funciona dessa forma em oito países: Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França. A novidade agora é o uso para pagar um serviço do próprio Estado brasileiro no exterior.
Por que importa. Cada brasileiro que paga com Pix fora do país passa por alguém que converte reais em euros ou pesos e fica com uma parte da operação. Quando até o consulado passa a cobrar por Pix, o hábito do brasileiro no exterior ganha escala, e a fintech de câmbio ou de pagamentos internacionais que liga o Pix ao comércio local ganha mais um motivo para existir e mais volume para cobrar.
Fonte: DN Brasil (05/11/2026) e Hora H (06/11/2026). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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