Drumwave quer que o dado vire poupança e que o banco custodie e faça render o dado do cliente, diz CEO André Vellozo
No podcast MVP, o fundador da Drumwave diz que um americano já consegue receber US$ 25 pelo próprio dado e que 2027 é o ano da aposta

André Vellozo, CEO e fundador da Drumwave. Foto: Reprodução/Startups
A Drumwave quer transformar o dado pessoal em uma espécie de poupança, com o banco no papel de custodiante. A proposta foi detalhada pelo CEO e fundador da empresa, André Vellozo, no episódio 125 do podcast MVP, do portal Startups, publicado nesta quarta-feira (4).
O modelo funciona assim, segundo o executivo: o usuário é dono do dado e o aloca em um plano. Quem quiser usar esse dado licencia e paga o plano, e o plano paga o dono, com saída para uma conta bancária, um fundo de educação ou um seguro. De acordo com Vellozo, um americano já consegue hoje pedir e receber US$ 25 pelo próprio dado. A empresa lançou no Brasil a dWallet, carteira para guardar e gerenciar os dados.
Na tese da Drumwave, o banco é peça central. A instituição que já custodia o dinheiro do cliente passaria a custodiar também o dado dele e a fazê-lo render. Hoje, para analisar crédito, o banco compra dado de birôs. “Juro cresce o dinheiro e dado come o dinheiro”, disse Vellozo. No modelo da Drumwave, segundo ele, os dois crescem.
O executivo afirma que trabalha nessa tese há dez anos e que 2027 sempre foi a meta da empresa. Ele vê três condições já presentes: a convergência tecnológica trazida pela inteligência artificial, consumidores que sabem que dado tem valor e governos discutindo regulação no mundo todo.
“Juro cresce o dinheiro e dado come o dinheiro.”
André Vellozo, CEO e fundador da Drumwave
Sobre regulação, Vellozo diz que tentar regular a IA pelos resultados dos modelos é “uma perda de tempo absoluta”, porque a tecnologia atravessa setores muito diferentes. O caminho, para ele, é regular a entrada: “Regula o input, o dado”.
Por que importa. No Brasil, o Open Finance já criou o hábito de o cliente autorizar o uso dos próprios dados. O passo seguinte é pagar por isso: quem montar a carteira, o consentimento e o repasse entre o dono do dado e quem compra para analisar crédito fica com uma fatia de um mercado que hoje fica com os birôs.
Fonte: Startups. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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