Finza oficializa Adolfo Sortica como CEO e mira R$ 150 milhões em CCBs em 2027, depois de emitir R$ 10 milhões no primeiro ano
Fintech de crédito para máquinas e equipamentos de micro e pequenas empresas nasceu no grupo da Blips, cujo ecossistema já originou mais de R$ 1 bilhão desde 2019

Adolfo Sortica, CEO da Finza (Divulgação/Finza)
A Finza, fintech de crédito produtivo para micro e pequenas empresas, anunciou oficialmente Adolfo Sortica, cofundador da Blips, como CEO e quer originar R$ 150 milhões em crédito via Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) em 2027, segundo o Business Moment desta terça-feira (3). Em 2026, seu primeiro ano de operação, a Finza registrou R$ 10 milhões emitidos. Segundo a empresa, foi para comandar esse salto de escala que ela trouxe o executivo.
A Finza nasceu dentro do mesmo grupo econômico da Blips e hoje opera de forma segregada e autônoma. Desde 2019, o ecossistema originou mais de R$ 1 bilhão em crédito para a compra de máquinas e equipamentos. O modelo liga diretamente a indústria e os fabricantes ao pequeno empreendedor que precisa de maquinário para produzir, como o MDF mostrou em 24 de outubro, quando o head de crédito da fintech detalhou como a análise é feita durante a venda e a própria máquina vira garantia.
Sortica tem mais de 25 anos de trajetória nos mercados de distribuição, equipamentos e concessão de crédito. Na nova cadeira, o foco é a expansão comercial e a aproximação com os grandes fabricantes do país. “Assumir a liderança da Finza representa uma evolução natural de uma trajetória construída ao longo de anos no mercado de equipamentos e crédito”, disse o executivo.
“Temos a oportunidade de levar esse conhecimento para diferentes setores da indústria e tornar o acesso ao crédito produtivo mais simples, ágil e conectado à realidade de quem precisa investir para crescer”, afirmou Sortica.
“Temos a oportunidade de levar esse conhecimento para diferentes setores da indústria e tornar o acesso ao crédito produtivo mais simples, ágil e conectado à realidade de quem precisa investir para crescer.”
Adolfo Sortica, CEO da Finza, ao Business Moment
Por que importa. financiar máquina na hora da venda, dentro do balcão do fabricante, é um jeito de conseguir cliente sem pagar caro para atraí-lo e ainda ter o próprio equipamento como garantia. Emitir o crédito em CCB permite repassar a carteira a investidores e crescer sem depender só de capital próprio, o que ajuda a entender uma meta de 15 vezes o volume do primeiro ano.
Fonte: Business Moment. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
Compartilhar no WhatsAppAs notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- Seguros
QI Tech lança seguradora própria, a QI Seguradora, e projeta R$ 3 bilhões em prêmios em até cinco anos
Com licença da Susep, a plataforma de infraestrutura financeira vai oferecer seguro de vida, prestamista e acidentes pessoais para os clientes que já usam seu Banking as a Service e Lending as a Service

- Securitização
Crefour: fundadores do market4u, rede que projeta R$ 500 milhões em 2026, criam securitizadora para financiar os próprios franqueados
Securitizadora vai usar dados operacionais das lojas autônomas para dar crédito sem exigir imóvel como garantia; em três a cinco anos, quer virar fintech para outros públicos

- Banco digital
Ueno Bank, banco digital com 2,6 milhões de clientes, sofre intervenção do Banco Central do Paraguai e derruba o presidente da autoridade
Maior emissor de cartões do país, com quase 1,1 milhão de plásticos, teve o índice de solvência abaixo do mínimo de 50%; governo tinha cerca de US$ 869 milhões depositados no banco

- Balanços do 3T26
Stone pode lucrar até 13,8% menos no 3T26 com o Pix tirando receita da maquininha; Nubank, Inter e PagBank abrem balanços a partir de 10/11
Prévias de Itaú BBA, Safra, BB Investimentos e XP mostram fintechs ainda lucrando mais, mas com crédito mais lento, calote em alta e preocupação com 2027

