Glin, de pagamentos internacionais, libera parcelamento sem juros em até 12x para empresa estrangeira que vende ao Brasil
Vendedor no exterior escolhe, cobrança a cobrança, quantas parcelas subsidia e vê em reais quanto deixa de receber; o dinheiro é capturado em reais no Brasil e repassado em moeda local em D+1

Pixabay/StockSnap/DINO (imagem do release)
A Glin, plataforma de pagamentos internacionais voltada a empresas estrangeiras que vendem para o Brasil, passou a oferecer parcelamento sem juros no cartão de crédito nacional. Com a função, anunciada nesta terça-feira (3), o vendedor no exterior pode assumir os juros das parcelas e escolher, cobrança a cobrança, qual condição apresentar ao cliente brasileiro.
Até agora, as empresas atendidas pela Glin já podiam dividir as vendas em até 12 parcelas, mas os juros ficavam por conta do comprador. “A primeira dificuldade é anterior ao 'sem juros': a maioria das empresas no exterior simplesmente não consegue parcelar para o cliente brasileiro. Parcelamento no cartão é uma característica do mercado brasileiro, e os gateways internacionais não oferecem isso”, disse Pedro Souza, fundador da Glin.
A configuração é feita na criação de cada cobrança. O vendedor informa o valor na própria moeda e define até quantas parcelas quer oferecer sem juros. Segundo Souza, a plataforma mostra, para cada quantidade de parcelas, quanto o cliente pagaria com e sem juros, e a empresa decide onde ficar: pode subsidiar até 6 vezes e deixar de 7 a 12 vezes com juros por conta do cliente, por exemplo. Assim, a mesma empresa pode mandar no mesmo dia uma proposta em 12 parcelas sem juros para um comprador e outra em três parcelas para outro.
Quando o vendedor decide absorver os juros, a ferramenta exibe quanto ele deixará de receber em cada faixa de parcelamento, para que avalie se embute o custo no preço ou o absorve na margem. “O parcelamento sem juros vira uma decisão de precificação consciente, e não um desconto invisível”, afirmou Souza. Segundo ele, o efeito é maior nas vendas de tíquete alto: “Nos segmentos que mais atendemos, como educação, imigração e turismo, o cliente raramente decide pelo preço cheio; ele decide pelo valor da parcela”.
“O brasileiro pensa em parcela, não em preço. Quem vende para o Brasil e ignora isso está deixando venda na mesa.”
Pedro Souza, fundador da Glin, em release divulgado pelo Terra
O caminho do dinheiro não muda. O pagamento é capturado no Brasil, em reais, a operação segue as regras de câmbio do Banco Central, com a conversão feita por instituição autorizada, e o vendedor recebe no exterior, na própria moeda, em D+1, um dia depois da transação. A Glin diz ter mais de seis anos de atuação e mais de R$ 200 milhões em transações intermediadas, com a plataforma montada em torno do Pix e do cartão de crédito parcelado.
Segundo dados da Abecs citados no anúncio, os pagamentos com cartões movimentaram R$ 2,2 trilhões no primeiro semestre de 2025, R$ 1,5 trilhão deles no crédito, e 41,2% do volume no crédito foi de compras parceladas sem juros. De acordo com Souza, o parcelamento é hoje o principal motivo pelo qual empresas estrangeiras procuram a Glin.
Por que importa. o parcelado sem juros é um hábito brasileiro, e quem vende de fora não tem como oferecer sozinho. Fintech que entrega isso a escolas, consultorias de imigração e agências de turismo estrangeiras cobra a cada venda intermediada, num mercado de nicho que os gateways globais deixaram aberto.
Fonte: Terra (release DINO). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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