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Cripto e crédito

Itaú e Bradesco estudam empréstimo com bitcoin como garantia, mas ainda sem data, taxa ou limite definidos

Executivos dos dois bancos discutiram o produto no Oranje Summit 2026, em São Paulo; Itaú já testou crédito com CDB tokenizado como garantia no piloto do Drex

Por Redação Mundo das Fintechs · 05/11/2026 · 3 min de leitura
Itaú e Bradesco estudam empréstimo com bitcoin como garantia, mas ainda sem data, taxa ou limite…

Guto Antunes, head da Itaú Digital Assets (Divulgação/Itaú), e Douglas Corazza, do Bradesco (Divulgação/OranjeBTC)

O Itaú e o Bradesco avaliam oferecer empréstimo com bitcoin como garantia, modalidade em que o cliente usa as próprias criptomoedas para conseguir crédito sem precisar vendê-las. O tema foi discutido nesta quinta-feira (5) no Oranje Summit 2026, em São Paulo, segundo o BitNotícias.

Participaram do painel “A Próxima Fronteira do Bitcoin” Guto Antunes, head da Itaú Digital Assets, e Douglas Corazza, responsável pela área de produtos digitais da Bradesco Custódia e Serviços Financeiros. A conversa foi mediada por Guiga Affonso Ferreira, cofundador e CFO da OranjeBTC.

O Itaú já usou ativo digital como garantia de crédito. Durante o piloto do Drex, o banco testou uma operação de crédito para pessoa física com um CDB tokenizado como garantia, como Antunes contou ao BitNotícias em setembro. Nesse modelo, contratos inteligentes registram o vínculo do ativo, impedem que a mesma garantia seja usada em duas operações e liberam ou executam o ativo conforme as condições combinadas. O teste, porém, envolveu um título bancário, e não bitcoin.

No painel, Antunes destacou que o amadurecimento desse mercado depende também da educação dos clientes e de estruturas operacionais seguras. Corazza disse que o Bradesco também avalia operações de crédito com bitcoin como garantia, mas ressaltou que ainda há desafios para transformar o conceito em produto bancário.

“Nenhum dos executivos anunciou data de lançamento, taxas de juros, limites de financiamento ou condições comerciais”

BitNotícias, sobre o painel do Oranje Summit 2026

O principal obstáculo é a volatilidade. Diferentemente de um CDB, o preço do bitcoin pode oscilar muito em pouco tempo, o que exige definir o percentual de garantia, acompanhar o preço e estabelecer regras para executar o ativo se a cotação cair. A operação também depende de regras claras de custódia e dos direitos do cliente, num momento em que o Banco Central avança na regulamentação das prestadoras de serviços de ativos virtuais.

Nenhum dos dois executivos anunciou data de lançamento, taxa de juros, limite de financiamento ou condições comerciais. As iniciativas seguem em fase de avaliação, sem oferta confirmada ao público.

Por que importa. Por que importa: muita gente guarda bitcoin e não quer vender para pagar uma conta ou abrir um negócio. Crédito com cripto em garantia rende juros com risco controlado, porque a garantia é líquida e pode ser vendida se a cotação cair, e a parte difícil é a tecnologia de custódia, cotação em tempo real e chamada de margem. Enquanto os bancões só estudam, a fintech ou corretora licenciada que já tem custódia pode chegar antes nesse cliente.

Fonte: BitNotícias. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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