Klubi, fintech de consórcios de Eduardo Rocha, recebe mais R$ 20 milhões do Patria e já soma R$ 60 milhões da gestora
Com 130 funcionários e 250 robôs de IA, a fintech multiplicou a carteira de R$ 100 milhões para mais de R$ 2 bilhões sem contratar ninguém e mira um mercado que vendeu R$ 500 bilhões em cartas de crédito em 2025

Eduardo Rocha, fundador e CEO do Klubi. Foto: Divulgação
O Klubi, fintech de consórcios fundada em 2020 por Eduardo Rocha, recebeu um novo aporte de mais de R$ 20 milhões do Patria Investimentos, segundo reportagem do NeoFeed publicada nesta segunda-feira (26). O dinheiro vem do Fundo III do Patria High Growth, braço de venture capital e growth equity da gestora, e eleva para mais de R$ 60 milhões o total investido pelo Patria na empresa desde 2021. O valuation não foi revelado.
O cheque é a segunda extensão da Série A do Klubi, aberta no fim de 2024, quando a fintech levantou R$ 45 milhões com o Patria, a L4 Venture Builder, ligada à B3, e a Vivo Ventures. Desta vez, o aporte foi feito só pelo Patria.
Ex-executivo da Rodobens, Rocha montou o Klubi para vender consórcio pela internet. A empresa começou com planos para celulares e produtos de menor valor e depois passou a oferecer motos, automóveis e imóveis. Hoje, mais de 80% da base ativa está em consórcios de celular, com crédito médio de R$ 5 mil; nos imobiliários, o crédito médio fica entre R$ 400 mil e R$ 500 mil. A base passa de 100 mil clientes ativos.
O número que chama atenção é o de eficiência. Em 2022, o Klubi tinha cerca de 130 funcionários para uma carteira de R$ 100 milhões. Hoje tem o mesmo número de pessoas e uma carteira acima de R$ 2 bilhões, com 250 robôs agênticos que fazem da venda e do atendimento à análise de crédito, à liberação de recursos e à cobrança. A queima de caixa é inferior a R$ 1 milhão por mês, e a empresa diz estar perto do breakeven.
“A companhia nunca esteve com os unit economics tão bons. O que a gente está colocando agora é combustível”
Eduardo Rocha, CEO e fundador do Klubi
“A companhia nunca esteve com os unit economics tão bons. É como se você tivesse um carro que está muito bem preparado, seja motor, seja pneu, seja piloto, para enfrentar uma corrida. E o que a gente está colocando agora é combustível”, disse Rocha ao NeoFeed. Segundo ele, o Klubi triplicou de tamanho em praticamente todos os indicadores em 2025.
Metade da operação vem da venda direta ao consumidor. A outra metade chega por parceiros que usam a tecnologia do Klubi para oferecer consórcio aos próprios clientes, como Vivo, Localiza, C6, PicPay, Cyrela, Serasa, 99 e OLX.
Para Thiago Maluf, managing director do Patria High Growth, o diferencial está em ter colocado a IA para funcionar de fato. “Muitas empresas falam muito do tema de IA. Tem muita coisa interessante sendo discutida, mas tem poucas coisas que já foram colocadas em produção e que você consegue ver resultado real. No Klubi, é muito impressionante”, afirmou. O mercado de consórcios comercializou R$ 500 bilhões em créditos em 2025 e tem cerca de 12,7 milhões de participantes ativos, segundo a Abac, a associação das administradoras.
Por que importa. Consórcio é um produto de crédito sem juros em que a administradora ganha taxa de administração sobre cada carta vendida, e o mercado ainda é dominado por bancos e concessionárias. O Klubi mostra que uma fintech pode entrar pelo tíquete baixo, como o celular, que os grandes ignoram, e crescer distribuindo o produto pela base de parceiros. Com IA no lugar do balcão, a mesma equipe atende 20 vezes mais carteira.
Fonte: NeoFeed. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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