BBChain passa de 5 mil transações por segundo em rede de tokenização testada no laboratório do Banco Central
Nos testes do LiftLab, a rede da startup subiu de 1.700 para mais de 5.000 TPS, com uma CCB tokenizada como caso de uso e infraestrutura da IBM Cloud

André Carneiro, CEO do BBChain. Foto: Divulgação/BBChain
O BBChain, empresa brasileira de infraestrutura de blockchain, informou que sua rede de tokenização superou 5 mil transações por segundo (TPS) em testes. A plataforma saiu de 1.700 TPS nos testes iniciais para a faixa de 4.000 a mais de 5.000 TPS, segundo dados divulgados pela empresa e publicados pelo Let's Money nesta segunda-feira (26).
Os testes foram feitos no LiftLab, o ambiente de experimentação do ecossistema LIFT, criado em parceria com a Fenasbac e o Banco Central. A solução passou por provas de conceito com participantes do mercado e avaliadores regulatórios, que mediram o desempenho sob carga, a integração com outras redes e a proteção de dados sensíveis.
No laboratório, o BBChain montou uma rede para simular uma CBDC sintética (moeda digital de banco central em ambiente de testes) e validou uma Cédula de Crédito Bancário (CCB) tokenizada como caso de uso. Convertida em tokens, a CCB pode ser negociada, custodiada e liquidada de forma mais rápida e programável.
O desafio levado pela empresa foi construir uma rede regulatória de privacidade para múltiplos ativos tokenizados, que conecta os sistemas legados do mercado financeiro à infraestrutura de blockchain sem expor as transações entre as instituições.
“Nosso foco sempre foi resolver um problema real do mercado: como conectar privacidade, interoperabilidade e governança em uma arquitetura capaz de operar em escala”
André Carneiro, CEO do BBChain
A plataforma roda em nuvem híbrida sobre a IBM Cloud, com Kubernetes e compatibilidade com Red Hat OpenShift. Nos testes, o ambiente recebeu cerca de 2.182,75 MB de dados (média de 1,73 MB/s) e enviou cerca de 2.245,35 MB (1,78 MB/s), sem impacto relevante nas taxas de sucesso.
“O caso do BBChain mostra que desempenho e viabilidade econômica devem caminhar juntos”, disse Livio Sousa, CTO de IBM Z e especialista em modernização e ativos digitais da IBM Brasil.
Segundo a empresa, a solução foi validada também com o Consórcio ABBC, formado por 16 bancos, e já tem implementação real em diferentes casos de uso. Em maio, a Evertec fechou acordo com o BBChain para entrar em tokenização.
“Nosso foco sempre foi resolver um problema real do mercado: como conectar privacidade, interoperabilidade e governança em uma arquitetura capaz de operar em escala”, afirmou André Carneiro, CEO do BBChain.
Por que importa. Tokenizar crédito, como a CCB testada no LiftLab, tira papel e cartório do caminho e deixa a cédula pronta para ser vendida, custodiada e liquidada em minutos. Quem origina crédito e quem monta a infraestrutura que conecta bancos a essas redes ganha numa ponta com giro mais rápido de carteira e, na outra, com tarifa por transação e por ativo emitido.
Fonte: Let's Money. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
As notícias de fintech que importam, em 3 minutos. Todos os dias, às 7h, de graça.
Leia também
- FIDCs
Desenrola 3.0: União vai comprar até R$ 15 bilhões em dívidas com desconto de 90%, e FIDCs têm até 30 de outubro para ofertar carteiras
Bancos, seguradoras e fundos de direitos creditórios precisam manifestar interesse nesta semana; leilão pode levar o desconto a 97% e a compra só sai em 2027

- Cripto
Binance pede licença de PSAV ao Banco Central e diz que quer ter mais produtos que qualquer banco no Brasil
Diretor-geral Thiago Sarandy diz que a exchange vai lançar boletos, portabilidade, transferência internacional e câmbio; prazo para pedir autorização termina nesta sexta-feira (30)

- Insurtech
Pier fatura R$ 200 milhões até agosto, cresce mais de 50% e chega ao breakeven
Seguradora digital de celular e carro, fundada em 2018 e com mais de US$ 50 milhões captados, soma 200 mil clientes ativos e passou a gerar caixa

- Open Finance
binds.co: quem já sofreu fraude adere 25% menos ao Open Finance, e 22,8% das vítimas param de compartilhar dados
Pesquisa com 1.609 pessoas mostra que metade já foi vítima de golpe financeiro e que 34,8% delas passaram a confiar menos nas instituições

