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CRIPTO

Onda Finance, primeira a pedir licença cripto ao BC, quer atender quem ficou de fora; setor pode encolher de 200 para cerca de 50 empresas

Com o fim do prazo para pedir autorização, empresas sem licença só seguem por meio de parceiros licenciados, no modelo de crypto as a service; manter a estrutura exigida pelo BC custa cerca de R$ 2 milhões por mês, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast

Por Redação Mundo das Fintechs · 01/11/2026 · 3 min de leitura
Onda Finance, primeira a pedir licença cripto ao BC, quer atender quem ficou de fora; setor pode…

Nildson Alves, CEO da Onda Finance. Foto: Divulgação/Onda Finance

A Onda Finance, que foi a primeira empresa a pedir ao Banco Central as licenças para operar com criptoativos, quer ser fornecedora de serviços para as empresas do setor que não têm capacidade ou não querem pedir a própria autorização. A estratégia foi contada pelo CEO, Nildson Alves, ao Broadcast, sistema de notícias do Grupo Estado, em reportagem publicada pelo InfoMoney no sábado (31). Para ele, é natural que o mercado se concentre em um número reduzido de Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs).

O prazo para as empresas pedirem a autorização e continuarem operando no Brasil terminou na sexta-feira (30). Quem fez o pedido pode seguir funcionando até a resposta do regulador. Segundo Diego Perez, vice-presidente e diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), o mercado antes da regulação reunia cerca de 200 empresas. Estimativas de quem acompanha o setor apontam para cerca de 50 pedidos de autorização, o que seria um encolhimento de 75% no número de companhias.

O custo pesa. Fontes ouvidas pelo Broadcast dizem que manter uma empresa dentro das exigências do BC custa em média cerca de R$ 2 milhões por mês. Como SPSAVs, as empresas passam a ser classificadas pelo BC como Tipo 3 e ficam sujeitas a capital mínimo, estrutura gerencial, normas contábeis, envio periódico de informações e regras de divulgação.

Quem não pediu a licença ainda pode oferecer compra, venda, custódia e transferência de criptomoedas por meio de parceiros licenciados, no modelo de crypto as a service (CaaS), sem desenvolver a tecnologia nem pedir autorização própria, desde que dentro das regras. A Bitso, por exemplo, transferiu a base de clientes para o Mercado Bitcoin e deixou de atuar no Brasil.

“Uma regulamentação bem definida pode fortalecer a confiança dos consumidores e oferecer maior segurança para que empresas inovadoras desenvolvam novos serviços de forma responsável”

Fabio Plein, diretor da Coinbase para as Américas

Entre os grandes, a Binance protocolou o pedido no dia 23 e a Coinbase, na quinta-feira (29). “Esperamos que o contínuo diálogo com o Banco Central nos permita oferecer, no futuro próximo, outros produtos que foram descontinuados para atender à regulação vigente”, disse Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil. A presidente da ABcripto, Júlia Rosin, e a fundadora e diretora-executiva da Associação Brasileira de Tokenização (ABToken), Regina Pedroso, também falaram ao Broadcast; segundo a reportagem, o mercado em geral apoia as novas regras, por reduzirem a insegurança jurídica e poderem destravar investimentos.

Por que importa. Quando a licença custa cerca de R$ 2 milhões por mês, a maior parte das empresas de cripto vai preferir alugar a estrutura de quem já tem a autorização. Para uma fintech, a oportunidade está nos dois lados: ser a provedora licenciada que vende crypto as a service para dezenas de clientes, ou oferecer cripto no próprio app sem carregar o custo regulatório.

Fonte: InfoMoney (Broadcast/Estadão). Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.

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