Prodata Mais Mobi testa Pix em 11 ônibus de Niterói, que quer tirar o dinheiro de 100% da frota até o fim de 2026
Passageiro paga a passagem lendo um QR Code na tela do validador já instalado; teste em três linhas municipais segue em fase experimental, e a prefeitura quer subir de 90% para 100% a fatia dos pagamentos eletrônicos

Terminal da Prodata Mobility (ilustrativa). Foto: Divulgação/Prodata Mobility
Os passageiros de 11 ônibus municipais de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, já podem pagar a passagem por Pix. O projeto-piloto, determinado pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi), roda em três linhas: 61 (Venda da Cruz-Icaraí), 67 (Morro do Castro/Cova da Onça-Centro) e 42 (Barreto-Centro), segundo O Globo deste domingo (1º).
O sistema é da Prodata Mais Mobi, empresa responsável pela bilhetagem eletrônica, em parceria com as operadoras Auto Ônibus Brasília e Expresso Barreto. O Pix foi integrado aos validadores que já estavam nos ônibus, sem instalar equipamento novo. Na tela do aparelho, o mesmo usado para os cartões de transporte, o passageiro abre um QR Code e paga pelo aplicativo do banco.
A fase de testes avalia conexão, tempo de embarque e a adaptação dos passageiros e, segundo a prefeitura, deve continuar até o fim do mês. Segundo as operadoras, as primeiras avaliações foram positivas, sem oscilações que atrapalhassem o funcionamento. Depois disso, a prefeitura fará o planejamento para levar o pagamento eletrônico a todas as linhas.
A meta da prefeitura é elevar de 90% para 100% a participação dos meios eletrônicos no pagamento das passagens até o fim de 2026, o que tiraria o dinheiro em espécie dos ônibus. Ainda não há data oficial para isso, e a administração não informou se cartões de débito e crédito por aproximação também serão aceitos. Um projeto de lei apresentado em março na Câmara Municipal propõe incluir esses cartões entre as formas de pagamento.
“Eu não uso mais dinheiro vivo e acredito que a maioria das pessoas também não”
Marco Marín, passageiro, ao GLOBO-Niterói
O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Passageiros de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) apoia o fim do dinheiro nos coletivos para reduzir assaltos e o desgaste de motoristas que também cobram a passagem. Na capital fluminense, os ônibus municipais deixaram de aceitar dinheiro em 28 de junho de 2026, e o Pix já funciona em toda a frota pelo sistema Jaé, mas sem as integrações do Bilhete Único, que exigem cartão ou aplicativo ligado ao CPF, segundo o Diário do Rio.
Por que importa. Cada cidade que tira o dinheiro do ônibus abre uma receita recorrente para quem processa a passagem: é um volume diário enorme de pagamentos pequenos que precisam de QR Code, conciliação e repasse às operadoras. Para uma fintech de pagamentos, a oportunidade está em ser a ponte entre o Pix e a bilhetagem, que é onde as integrações tarifárias, como o Bilhete Único, ainda não chegaram.
Fonte: O Globo e Diário do Rio. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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