Leverage Securitizadora emite CRI de R$ 59 milhões para condomínio em Porto de Pedras (AL) na sua 117ª emissão
Operação em série única, só para investidores profissionais, tem lastro em créditos da Cocoon Empreendimento Imobiliário; securitizadora fundada em 2022 chegou a 28 emissões em 2024

Livia Siviero Huh, sócia do KLA. Foto: Divulgação/KLA
A Leverage Securitizadora concluiu a 117ª emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) da companhia, em série única, no valor de R$ 59 milhões. A operação foi divulgada na quinta-feira (5) pelo escritório KLA Advogados, que fez a estruturação jurídica.
Os CRIs têm como lastro créditos imobiliários devidos pela Cocoon Empreendimento Imobiliário SPE, e a oferta pública foi destinada exclusivamente a investidores profissionais. Os recursos vão financiar o desenvolvimento de um condomínio residencial em Porto de Pedras (AL).
Pelo KLA, a operação foi liderada pela sócia de Mercado de Capitais e Negócios Imobiliários Livia Siviero Huh. A equipe de Direito Imobiliário, sob a liderança da advogada Carla Fernandes, também participou. O escritório cuidou dos documentos da emissão, do instrumento de dívida que originou os créditos, das garantias e da diligência jurídica do empreendimento.
Fundada em outubro de 2022, a Leverage é comandada por Leandro Issaka, Lucas Almeida e Henrique Alexandre e se define como uma securitizadora no modelo 'securitização as a service', que estrutura e administra as operações para gestoras. Em maio de 2025, comprou a Ore Securitizadora, do grupo Fator, e passou a mirar uma carteira de R$ 3 bilhões em títulos emitidos, com foco em CRI e CRA, segundo a Capital Aberto. Em 2024, a empresa fez 28 emissões.
“O mercado de crédito imobiliário, por exemplo, representa hoje entre 9% e 10% do PIB. Em países desenvolvidos, isso chega próximo ou supera 50% do PIB”
Leandro Issaka, sócio da Leverage, à Capital Aberto em maio de 2025
O CRI é um título de renda fixa que transforma recebíveis do setor imobiliário, como parcelas de venda de unidades ou dívidas de incorporadoras, em papéis vendidos a investidores. Para a incorporadora, é uma forma de captar recursos fora do crédito bancário tradicional.
Por que importa. Cada CRI emitido paga a securitizadora pela estruturação e, depois, pela administração do título durante toda a vida da operação. É receita recorrente num nicho procurado por incorporadoras regionais em busca de crédito fora do banco, e uma securitizadora fundada em 2022 já passa da centésima emissão. Quem montar tecnologia para originar, analisar e acompanhar esses recebíveis tem espaço para disputar esse mercado.
Fonte: KLA Advogados. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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